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Com faca no pescoço imposta por Ricardo Cappelli, coligação esquerdista adia convenção para o último dia

Depois do discurso do paraquedista Ricardo Cappelli (PSB) na convenção de seu partido e que o oficializou como candidato ao Palácio do Buriti, a Federação Brasil da Esperança, composta pelo PT, PV e PcdoB, decidiu adiar a sua convenção para quarta-feira (5/8)

Cappelli praticamente encostou a faca no pescoço do PT com o nítido objetivo de assumir o protagonismo nas próximas eleições. A palavra de ordem escolhida por Cappelli foi “unidade”.

No dialeto peculiar que domina os bastidores da aliança do governo federal, no entanto, essa “unidade” carrega um significado implacável: o PT deve aceitar o papel de coadjuvante na chapa e baixar a cabeça. Para adoçar a pílula amarga que tenta empurrar goela abaixo dos aliados, o candidato do PSB apelou para uma tática rasteira: o assédio retórico disfarçado de bajulação.

Cappelli alardeou: “E dia sim, outro também, a militância do PT vem no meu ouvido, baixinho e fala: Capelli, eu sou do PT, mas vou votar em você.”

O peso das declarações do paraquedista apoiado por Flávio Dino pode ter sido uma das razões do adiamento das convenções partidárias. Mas a executiva insiste que mudança ocorre por conta de negociações para ampliar a frente de apoio ao projeto político liderado por Leandro Grass, pré-candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF).

Agora, o encontro será realizado na quarta-feira (5/8), às 19h, na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

Da redação…

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