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Willian Cunha apresenta ações da Secretaria da Pessoa com Deficiência no Vozes da Comunidade

Secretário destacou políticas de acessibilidade, empregabilidade, mobilidade e atendimento às pessoas com deficiência no Distrito Federal

A inclusão das pessoas com deficiência e os desafios para transformar direitos previstos em lei em benefícios efetivamente percebidos pela população foram temas centrais da edição desta sexta-feira (18) do programa Vozes da Comunidade. O entrevistado foi o secretário de Estado da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal, Willian Ferreira da Cunha, que apresentou um panorama das ações desenvolvidas pela pasta e das políticas públicas destinadas a esse segmento da população.

Comandado pelo jornalista Toni Duarte, o programa colocou em discussão questões que fazem parte do cotidiano das pessoas com deficiência e de suas famílias, como acessibilidade, mobilidade urbana, transporte adaptado, empregabilidade, habitação e tecnologia assistiva.

Um dos pontos de destaque é o Cadastro da Pessoa com Deficiência (CadPCD), instrumento utilizado pelo Governo do Distrito Federal para conhecer melhor esse público e suas demandas. Dados apresentados anteriormente pelo próprio secretário mostram a dimensão desse trabalho: em abril deste ano, Willian Cunha informou a existência de aproximadamente 106 mil cadastros, dos quais 54.939 já haviam sido aprovados.

Mais do que reunir números, o cadastro permite ao poder público identificar quem são essas pessoas, onde estão e quais são suas principais necessidades, criando condições para que as políticas públicas sejam direcionadas de maneira mais eficiente.

Trabalho como instrumento de autonomia

Outro tema importante abordado no programa foi a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

A Secretaria mantém um Cadastro de Empregabilidade criado justamente para aproximar trabalhadores com deficiência das empresas que possuem vagas disponíveis. Dados divulgados anteriormente apontavam que, em aproximadamente um ano e meio de funcionamento, o programa havia conseguido inserir mais de 200 profissionais no mercado, dentro de um universo de cerca de 4 mil pessoas inscritas, contando com aproximadamente 100 empresas parceiras.

O desafio, portanto, não termina na abertura das vagas. Ele envolve qualificação, aproximação com o setor produtivo e, principalmente, a criação de ambientes capazes de receber esses profissionais com acessibilidade e igualdade de oportunidades.

A discussão também evidencia uma mudança importante na maneira de enxergar as políticas para pessoas com deficiência: não basta oferecer assistência. É necessário criar condições para autonomia, geração de renda e participação plena na sociedade.

Acessibilidade precisa chegar à vida real

Durante a entrevista, temas relacionados à mobilidade e à acessibilidade também ganharam espaço.

Para uma pessoa que utiliza cadeira de rodas, por exemplo, uma calçada sem condições adequadas de circulação pode representar uma barreira intransponível. Para uma pessoa com deficiência visual, a ausência de sinalização acessível compromete sua independência. No transporte público, os obstáculos podem significar simplesmente não conseguir chegar ao trabalho, à escola, a uma consulta ou a qualquer outro compromisso.

É nesse contexto que iniciativas como o DF Acessível, o transporte adaptado e as políticas de acessibilidade urbana assumem importância prática. A pauta da entrevista também incluiu o atendimento às pessoas com deficiências não aparentes, segmento que muitas vezes enfrenta dificuldades adicionais justamente porque sua condição não é imediatamente identificada pelas demais pessoas.

Experiência pessoal também marca trajetória do secretário

A própria história de Willian Cunha ajuda a explicar sua ligação com a pauta.

O secretário possui baixa visão em ambos os olhos em consequência de um grave acidente automobilístico ocorrido quando tinha 11 anos. Passou por processo de reabilitação no Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais (CEEDV), em Brasília, onde teve contato com Braille, técnicas de mobilidade e leitura ampliada.

Formado em Direito e advogado desde 2017, Willian acumulou atuação em entidades e conselhos ligados à defesa dos direitos das pessoas com deficiência antes de assumir a Secretaria.

Essa experiência pessoal também oferece uma perspectiva diferente à gestão: por trás das estatísticas existem pessoas que enfrentam diariamente dificuldades de deslocamento, acesso ao emprego, educação, serviços públicos e oportunidades.

Vozes da Comunidade aproxima gestor e população

Ao abrir espaço para esse debate, o Vozes da Comunidade mantém sua proposta de aproximar gestores públicos das demandas concretas dos moradores do Distrito Federal.

A edição desta sexta-feira mostrou que falar de inclusão vai muito além da construção de rampas ou da reserva de vagas. Significa discutir autonomia, trabalho, transporte, tecnologia, atendimento público e, acima de tudo, condições para que a pessoa com deficiência possa exercer plenamente sua cidadania.

O programa é apresentado pelo jornalista Toni Duarte, transmitido pelo YouTube e retransmitido por emissoras de rádios comunitárias do Distrito Federal e do Entorno. A atração conta com apoio cultural da Associação Brasileira de Portais de Notícias (ABBP).

Da redação por Jorge Poliglota…

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