Governador chega a 42,6% das intenções de voto, amplia distância sobre Marconi Perillo e Wilder Morais e ultrapassa os 53% quando considerados apenas os votos válidos
A disputa pelo Governo de Goiás apresenta um cenário cada vez mais favorável a Daniel Vilela (MDB). Pesquisa divulgada pelo Instituto Goiás Pesquisas mostra o governador com 42,6% das intenções de voto, mais de 25 pontos percentuais à frente do segundo colocado.
Marconi Perillo (PSDB) aparece com 17,3%, enquanto Wilder Morais (PL) registra 13,4%. Mais atrás estão Luis Cesar Bueno (PT), com 3,5%; Danilo Pinheiro (PCO), com 1,8%; e Luciana Amorim (UP), com 1,4%.
Brancos e nulos somam 6,9%, enquanto 13,1% dos entrevistados ainda não sabem ou preferiram não responder.
Mais do que a vantagem numérica, chama atenção o movimento registrado nas últimas semanas: Daniel cresce enquanto seus principais adversários recuam.
Na pesquisa anterior, realizada em 14 de agosto, o governador tinha 37,2%. Agora alcança 42,6%, um avanço de 5,4 pontos percentuais.
No caminho contrário aparece Wilder Morais, que caiu de 18,9% para 13,4%, uma perda de 5,5 pontos. Marconi também recuou, embora em proporção menor, passando de 18,8% para 17,3%.
O resultado mostra uma mudança importante na corrida eleitoral. Daniel não apenas permanece na liderança como consegue ampliar a distância justamente no momento em que a campanha entra em sua fase mais decisiva.
Primeiro turno deixa de ser apenas uma possibilidade distante
O dado que mais chama atenção aparece quando são retirados da conta os votos brancos, nulos e os eleitores que ainda não escolheram candidato.
Nos votos válidos, Daniel Vilela chega a 53,3%. Marconi aparece com 21,6% e Wilder, com 16,7%.
Se esse percentual fosse confirmado nas urnas, Daniel estaria acima dos 50% dos votos válidos necessários para encerrar a disputa já no primeiro turno.
É claro que pesquisa não é resultado de eleição. Ainda existe campanha pela frente, há um contingente de indecisos e o eleitor pode mudar de opinião até chegar às urnas. Mas o levantamento mostra que a possibilidade de vitória em primeiro turno já não pode ser tratada apenas como expectativa da campanha governista: ela aparece numericamente no cenário pesquisado.
Adversários agora correm contra o relógio
Para Marconi e Wilder, os números acendem um sinal de alerta.
A disputa já não envolve somente saber quem conseguirá chegar ao segundo turno contra Daniel. Antes disso, os adversários precisam impedir que o governador ultrapasse nas urnas a barreira necessária para liquidar a eleição ainda na primeira votação.
E há outro problema: enquanto os dois principais opositores disputam entre si o espaço de alternativa ao governo, Daniel abre distância.
Essa divisão pode favorecer ainda mais o candidato do MDB caso a tendência registrada pelo levantamento seja mantida nas próximas semanas.
Daniel chega, portanto, à reta decisiva da eleição não apenas como líder, mas com uma vantagem superior a 25 pontos e, principalmente, com mais da metade dos votos válidos no levantamento.
Para os adversários, o tempo começa a ficar curto. Para Daniel, o desafio é outro: manter o crescimento, evitar acomodação e transformar a vantagem registrada pelas pesquisas em votos no dia da eleição.
Sobre a pesquisa: o Instituto Goiás Pesquisas ouviu 1.250 eleitores nos dias 3 e 4 de setembro. A margem de erro é de 2,77 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número GO-06294/2026.




