Militar do Corpo de Bombeiros, deputado é autor da lei que regulamenta o ensino cívico-militar e defende novas unidades, investimentos em infraestrutura e formação cidadã para os estudantes
O deputado distrital Roosevelt Vilela (PL-DF) tem consolidado sua atuação parlamentar em uma das áreas com as quais mantém forte identificação: a educação associada aos valores cívicos, à disciplina e à formação cidadã. Integrante do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, o parlamentar defende a ampliação das escolas cívico-militares como alternativa para oferecer um ambiente mais organizado, seguro e favorável ao aprendizado.
A pauta ganhou novo impulso com a sanção da Lei nº 7.937/2026, de autoria de Roosevelt, pela governadora Celina Leão. A norma estabelece diretrizes para o funcionamento das escolas cívico-militares e cria um marco legal para a gestão compartilhada entre as secretarias de Educação e de Segurança Pública.
Para Roosevelt, a experiência adquirida na carreira militar reforça a convicção de que disciplina, respeito e responsabilidade podem contribuir para a formação dos jovens, desde que estejam associados à qualidade do ensino e ao trabalho dos profissionais da educação.
Lei de Roosevelt garante regras claras para o modelo
A legislação aprovada pela Câmara Legislativa define que a Secretaria de Educação permanece responsável pela gestão administrativa e pedagógica das unidades. Já a Secretaria de Segurança Pública atua na gestão disciplinar-cidadã, com participação de integrantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, preferencialmente militares veteranos.
O texto também prevê atividades extracurriculares como esportes, musicalização, teatro, banda de música, ética e cidadania. As escolas devem seguir a Base Nacional Comum Curricular e respeitar princípios constitucionais, incluindo igualdade, liberdade de expressão e dignidade da pessoa humana.
Outro ponto importante é a participação da comunidade escolar. A adesão de novas unidades deverá passar por audiências públicas, enquanto a seleção levará em consideração indicadores de vulnerabilidade social, criminalidade e desempenho educacional.
Celina projeta mais 20 escolas e Roosevelt anuncia novas unidades
Em entrevista ao portal Estrutural On-line, Celina Leão afirmou que pretende ampliar o programa para pelo menos 20 novas escolas no primeiro ano de um eventual novo mandato. A governadora também destacou que a prioridade das unidades deve ser garantir um ambiente voltado à aprendizagem.
Roosevelt informou que o governo autorizou a implantação de mais cinco escolas cívico-militares, o que elevaria a rede de 26 para 31 unidades. O deputado também afirmou que continuará destinando recursos parlamentares para melhorias estruturais e projetos complementares, incluindo artes marciais e ações de primeiros socorros.
A expansão representa uma oportunidade de levar o modelo a regiões que enfrentam desafios educacionais e sociais, desde que a implantação seja acompanhada de planejamento, participação das famílias e avaliação dos resultados.
Compromisso com o Corpo de Bombeiros e a educação
A defesa das escolas cívico-militares também está relacionada à trajetória de Roosevelt no CBMDF. O parlamentar tem participado de iniciativas voltadas ao fortalecimento do Colégio Militar Dom Pedro II e à ampliação das oportunidades educacionais oferecidas à comunidade.
Durante encontro realizado no feriado de 7 de Setembro, com a presença de Celina Leão, Roosevelt destacou a previsão de R$ 62 milhões na proposta orçamentária de 2027 para os colégios dos bombeiros. Segundo o deputado, os recursos poderão contribuir para contratação de professores, melhorias na estrutura e eventual redução das mensalidades, dependendo das etapas de licitação e execução orçamentária.
O parlamentar também defende a implantação de uma terceira unidade do Colégio Militar Dom Pedro II em Sobradinho, com previsão de atendimento em 2027 e capacidade estimada entre 800 e 900 estudantes.
Educação como prioridade de mandato
A atuação de Roosevelt demonstra uma aposta política na educação como instrumento de transformação social. Sua defesa do modelo cívico-militar não se limita à presença de militares nas escolas, mas envolve investimentos, organização, atividades extracurriculares e participação das famílias.
O desafio será assegurar que a expansão seja acompanhada de resultados concretos, como melhoria da aprendizagem, redução da evasão e fortalecimento da convivência escolar. A disciplina pode ser uma ferramenta importante, mas deve caminhar ao lado de professores valorizados, infraestrutura adequada e respeito aos direitos dos estudantes.
Com a nova legislação e o apoio da governadora Celina Leão, Roosevelt Vilela coloca a educação cívico-militar entre as principais bandeiras de seu mandato, reforçando sua ligação com o Corpo de Bombeiros e sua defesa de políticas públicas voltadas à formação das futuras gerações do Distrito Federal.
Com informações Portal Estrutural Online




