O Partido Social Democrático (PSD) oficializou neste domingo (26) a candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República nas eleições de 2026. A convenção nacional da legenda, realizada em São Paulo, também homologou o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, como candidato a vice-presidente, consolidando uma chapa “puro-sangue”, formada exclusivamente por integrantes do PSD.
A decisão encerra meses de especulações sobre quem acompanharia Caiado na disputa pelo Palácio do Planalto. Embora Kassab já fosse apontado como favorito desde o anúncio de sua pré-candidatura no início de julho, a confirmação pela convenção nacional reforça a estratégia do partido de apresentar um projeto próprio para o país, sem recorrer a alianças para a composição da chapa presidencial.
Em seu discurso, Caiado destacou a confiança depositada pelo PSD em sua candidatura e agradeceu a Kassab pela condução do projeto político. O ex-governador afirmou que a legenda pretende oferecer ao eleitor uma alternativa ao cenário de polarização que marcou as últimas eleições presidenciais.
Para o PSD, a homologação representa um marco histórico. Fundado em 2011, o partido disputa pela primeira vez a Presidência da República com um candidato próprio, deixando de adotar a estratégia de apoiar nomes de outras legendas, como ocorreu em pleitos anteriores.
Além da definição da chapa presidencial, a convenção também confirmou a autonomia dos diretórios estaduais para compor alianças regionais de acordo com a realidade política de cada estado. Na prática, isso permitirá que lideranças estaduais do PSD apoiem candidatos diferentes à Presidência, caso entendam ser a melhor estratégia local, preservando, ao mesmo tempo, a candidatura nacional de Ronaldo Caiado.
Com a homologação da chapa Caiado-Kassab, o PSD entra oficialmente na corrida presidencial e passa a concentrar esforços na ampliação de sua presença nacional, buscando transformar sua forte capilaridade municipal e estadual em competitividade na disputa pelo comando do Palácio do Planalto.
Da redação




