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Paulinho da Força pede a Flávio Dino afastamento de Kassio e Mendonça do TSE e é acusado de manobra política

O pedido do presidente nacional do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP), ao ministro Flávio Dino para afastar os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça da fiscalização de propaganda no TSE provocou forte reação e aumentou a crise interna no STF e no TSE.

O que motivou as críticas:

  1. Conflito de interesses direto

Nos bastidores de Brasília, o pedido foi lido como retaliação. Em 2025, o ministro André Mendonça desengavetou um inquérito contra Paulinho da Força que estava parado há quase dois anos no STF. A investigação apura suspeitas de pagamentos mensais de R$ 100 mil em um esquema de venda de dados de trabalhadores demitidos. Para a oposição, Paulinho tentaria tirar justamente o juiz que o investiga.

  1. Escolha de Flávio Dino como relator

Paulinho é apontado como mais ligado à ala de Dino, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes no Supremo. O pedido foi protocolado exatamente na mesma ação em que Dino, no domingo (27), derrubou uma decisão de Mendonça que havia mandado remover postagens do humorista Antonio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida e Flávio Bolsonaro.

No dia seguinte, o ministro Luiz Fux, que integra a ala pró-Mendonça, contrariou Dino e determinou novamente a suspensão das publicações, pedindo análise do plenário. O caso expôs o racha: de um lado Moraes/Dino/Gilmar, do outro Kassio/Mendonça/Fux.

  1. Acusação de casuísmo às vésperas do 1º turno

Para analistas e para a ala conservadora, a ofensiva é uma tentativa de tirar Mendonça, Nunes Marques e a juíza Estela Aranha da propaganda às vésperas do primeiro turno para substituí-los por Gilmar Mendes e pelo próprio Flávio Dino, que estão na fila do rodízio de ministros substitutos do TSE.

A ação foi classificada por portais e comentaristas como “manobra política” para mudar a composição do tribunal que julga remoção de conteúdo e direito de resposta.

O Solidariedade nega. Em nota, afirmou que “não busca favorecer ou prejudicar candidato algum”, já que não apoia nem Lula nem Flávio Bolsonaro no primeiro turno, e que o objetivo é “preservar a democracia, a impessoalidade do TSE e a aplicação uniforme das regras eleitorais”.

O STF ainda não se manifestou formalmente sobre o pedido.

Da redação…

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