Moraes não queria um adversário no Supremo e Alcolumbre deixou claro a integrantes do governo Lula que trabalhava por Rodrigo Pacheco
Durante reunião realizada na noite desta quarta-feira no Palácio da Alvorada, integrantes do Palácio do Planalto avaliaram que a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) teve dois grandes responsáveis: o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o ministro Alexandre de Moraes.
Como registramos, em uma votação histórica, o Senado barrou a indicação de Messias na noite desta quarta-feira. Foram 34 votos a favor e 42 contrários. A última vez que o Senado rejeitou uma indicação ao STF foi em 1894, durante o governo Floriano Peixoto.
Alcolumbre deixou claro a integrantes do governo Lula que ficou extremamente irritado com a indicação de Messias, ainda mais sem ser ouvido antes pelo presidente da República já que ele pretendia indicar Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga.
Na avaliação do Planalto, Moraes também teve seus motivos para trabalhar contra Messias. O ministro do STF também era fiador da indicação de Pacheco e tinha receios de que Messias, no Supremo, pudesse endossar as posições do colega e padrinho de sabatina André Mendonça. Mendonça foi um dos personagens que atuou decisivamente para tentar emplacar o amigo no Supremo.
Outro ministro que teria atuado contra Mendonça é Flávio Dino, segundo interlocutores do Palácio do Planalto. Dino também havia se manifestado internamente a favor da indicação de Rodrigo Pacheco.
Parlamentares ouvidos por O Antagonista admitiram que receberam pedidos do presidente do Senado para votar não em Messias. Mas a tática somente funcionaria se a base do PL mantivesse segredo do plano de Alcolumbre.
No entanto, na manhã desta quinta-feira, a informação começou a vazar. O Antagonista afirmou, em primeira-mão, que Alcolumbre passara a trabalhar contra a indicação de Messias. O foco do presidente do Senado foram principalmente os votos de traidores do MDB, PP e União Brasil.
Alcolumbre também teve, ao longo da última semana, reuniões com integrantes do PL e reforçou o pedido de união da bancada. Os senadores Rogério Marinho (RN) e Flávio Bolsonaro (RJ) concentraram esforços para evitar traições internas. Nas conversas entre Alcolumbre e os bolsonaristas, o presidente do Senado deu um recado claro: “Se perderem essa chance, não contem comigo para impeachment”.
As informações são do O Antagonista



