- PUBLICIDADE -

“Sim Randolfe, a derrota foi a vontade do povo que elegeu os senadores”

As declarações do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, após a rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, geraram forte reação nas redes sociais. Ao afirmar que a derrota no Senado “não representa a vontade do povo brasileiro”, Randolfe tentou reduzir o peso político de uma votação histórica, mas encontrou uma realidade bem diferente no ambiente digital: milhares de manifestações comemoraram o resultado como um recado claro de insatisfação popular com os congressistas, o governo federal e com os rumos institucionais que o país toma.

A leitura feita por usuários nas redes sociais é de que a rejeição não se limitou a uma decisão parlamentar isolada, mas simbolizou um freio ao avanço de indicações vistas com desconfiança por parcela significativa da sociedade. A percepção dominante é de cansaço com o ritual repetido em sabatinas de indicados ao Supremo: os discursos são lindos, emotivos e moderados, carregados até mesmo de lágrimas, promessas de defesa irrestrita da Constituição e garantias de respeito à separação dos Poderes — compromissos que, na visão crítica de opositores, muitas vezes são deixados de lado após a posse e vestimenta da Toga.

Entre comentários e publicações que viralizaram antes do resultado final e ao longo do dia, predominou o argumento de que o brasileiro não aceita mais ministros que, durante a sabatina, prometem equilíbrio institucional e independência, mas depois passam a protagonizar decisões consideradas por críticos como expansivas ou excessivamente intervencionistas.

O debate também reacendeu críticas antigas ao papel do Supremo Tribunal Federal na política nacional. Para muitos, cresce a percepção de que houve ampliação indevida da influência da Corte sobre temas tradicionalmente reservados ao Legislativo e ao Executivo. A interferência em debates políticos, decisões administrativas e disputas institucionais passou a ser apontada como um dos principais fatores de desgaste entre parte da população e o Judiciário.

Nas redes, expressões como “limites ao STF”, “harmonia entre Poderes” e “respeito à Constituição” dominaram as discussões, reforçando um sentimento de que medidas institucionais precisam ser debatidas para restabelecer maior previsibilidade e equilíbrio entre os Poderes da República.

A derrota de Jorge Messias, portanto, ultrapassa a simples rejeição de um nome como tentou minimizar Randolfe. Ela escancara um momento de tensão entre governo, Congresso e Judiciário, além de evidenciar que qualquer debate sobre futuras indicações ao Supremo inevitavelmente virá acompanhado de cobranças mais rigorosas sobre compromisso constitucional, autocontenção judicial e respeito às competências de cada Poder.

Na verdade, Randolfe precisava dar uma resposta pelo “Gol Contra” prometido por ele à Flávio Bolsonaro sob risco de ser retirado do time pelo técnico e nem para o banco voltar.

Assista a declaração do Senador à CNN Brasil:

**Poliglota é jornalista e Editor-chefe do Portal Opinião Brasília – Foto: Cabo Ramos – facebook

- PUBLICIDADE -
- PUBLICIDADE -
- PUBLICIDADE -

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

- PUBLICIDADE -