O debate de ontem (10/09), promovido pelo Portal Metropoles, reuniu os candidatos Arruda (PSD), Ricardo Capelli (PSB), Celina Leão (PP), Kiko Caputo (Novo), Leandro Grass (PT) e Paula Belmonte (PSDB)
O primeiro bloco foi dedicado a perguntas entre os próprios candidatos. A ordem dos questionamentos foi definida por sorteio. Cada participante teve 30 segundos para fazer a pergunta e dois minutos para respondê-la. Depois, quem havia perguntado teve direito à réplica, e o candidato questionado, à tréplica.
Mas o que tinha tudo para os candidatos apresentarem suas propostas aos eleitores do Distrito Federal acabou se transformando numa espécie de “carnificina” orquestrada contra a atual líder nas pesquisas eleitorais, Celina Leão.
Ofensiva contra Celina Leão
A governadora e candidata Celina Leão foi o alvo principal da noite. Candidatos da oposição concentraram ataques pessoais e tentaram transformar o debate em um julgamento de sua gestão, obrigando-a a usar seu tempo de resposta para se defender.
A descortesia de Ricardo Capelli
Capelli, cria de Flávio Dino e Rodrigo Rollemberg, além de puxar os ataques contra Celina, voltou a protagonizar o momento mais antiético ao confrontar a jornalista mediadora do Metrópoles, Andreza Matais.
Andreza questionou o candidato Ricardo Cappelli sobre investigações relacionadas a um suposto uso da máquina pública para promoção de sua imagem. Ao responder, Cappelli direcionou críticas à trajetória profissional da jornalista e fez afirmações sobre sua saída do jornal O Estado de S. Paulo, relacionando-a ao episódio que ficou conhecido como “dama do tráfico”.
Ao ser cobrado pelo estouro do tempo e pelas regras definidas pela Comissão Julgadora do desembargador Belinati, ele interrompeu a mediação, elevou o tom e tentou intimidar a imprensa, em uma postura que mostrou despreparo para o diálogo democrático.
A fuga de José Roberto Arruda sobre a Caixa de Pandora
O ponto mais notado pelo público foi a fuga sistemática do ex-governador José Roberto Arruda das respostas mais incisivas.
Sempre que questionado por Leandro Grass, Paula Belmonte e Kiko Caputo sobre o escândalo da Caixa de Pandora, Arruda desviou, respondeu com generalidades sobre obras do passado e se recusou a explicar os desdobramentos judiciais que até hoje pesam sobre ele.
O constrangimento ficou evidente quando foi lembrado da recente decisão do TRE-DF que mantém o impedimento do registro de sua candidatura justamente em razão das condenações e inelegibilidades decorrentes daquele escândalo. Arruda não respondeu objetivamente, tergiversou e passou a palavra, deixando claro que não tem como sustentar sua candidatura diante do histórico da Caixa de Pandora.
O resultado foi um debate onde Celina foi atacada, a mediadora foi desrespeitada por Capelli, e Arruda se esquivou do seu passado que ainda o impede judicialmente de concorrer.
Depois do ocorrido com Capelli, Celina Leão manifestou solidariedade à jornalista e afirmou nas redes sociais: “Eu também já fui alvo de ataques e sei o quanto isso é grave. Chama atenção que sejam sempre mulheres. Isso não pode ser tratado como acaso”.
No resumo geral, o que o eleitorado assistiu foi um completo despreparo dos candidatos que se preocuparam mais em atacar quem vem liderando as pesquisas e mostrando trabalhos do que aproveitarem seu tempo para mostrarem o que tem a oferecer para o Distrito Federal, caso alcancem seus objetivos.
Lamentável!
Da redação por Jorge Poliglota…




