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Sem Arruda, Celina dispara a 46% e cenário aponta vitória no primeiro turno

Real Time Big Data mostra governadora com o dobro das intenções de voto de Leandro Grass no cenário sem José Roberto Arruda. Convertido o resultado para votos válidos, Celina supera os 53% e estaria, hoje, em patamar suficiente para liquidar a disputa na primeira votação.

A corrida pelo Palácio do Buriti ganhou um novo componente que pode ser decisivo para os rumos da eleição. Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quarta-feira (9) mostra que, em um cenário sem José Roberto Arruda (PSD), a candidata e governadora Celina Leão (PP) abre ampla vantagem sobre seus adversários e alcança um patamar que permitiria, se reproduzido nas urnas, uma vitória ainda no primeiro turno.

Celina aparece com 46% das intenções de voto, exatamente o dobro dos 23% registrados por Leandro Grass (PT), segundo colocado nessa simulação. Paula Belmonte (PSDB) aparece com 10% e Ricardo Cappelli (PSB), com 5%. Os demais candidatos somam 2%, enquanto brancos e nulos representam 7% e outros 7% não souberam ou não responderam.

A diferença entre Celina e Grass chega, portanto, a 23 pontos percentuais.

Mas existe um dado ainda mais significativo.

Considerando os percentuais divulgados e retirando da conta os votos brancos, nulos e indecisos — procedimento utilizado para se chegar aos votos válidos —, os 46% de Celina correspondem a aproximadamente 53,5% dos votos válidos.

É justamente essa conta que coloca a governadora, no cenário pesquisado, acima da barreira necessária para vencer a eleição no primeiro turno.

Situação de Arruda pode mudar completamente a eleição

O cenário precisa ser analisado levando em consideração a situação jurídica de José Roberto Arruda.

A pesquisa não afirma que o ex-governador esteja definitivamente fora da eleição. Trata-se de uma simulação apresentada aos entrevistados sem seu nome.

Essa distinção é importante porque a eventual ausência definitiva de Arruda pode provocar uma redistribuição relevante do eleitorado.

Os números do Real Time Big Data ajudam a dimensionar esse impacto.

Quando Arruda é incluído na disputa, Celina também permanece na liderança, mas registra 35%. Arruda e Leandro Grass aparecem empatados numericamente em segundo lugar, ambos com 20%. Paula Belmonte tem 7% e Ricardo Cappelli, 4%.

Sem Arruda, Celina salta de 35% para 46%, um acréscimo de 11 pontos percentuais.

Grass passa de 20% para 23%, enquanto Paula sobe de 7% para 10% e Cappelli varia de 4% para 5%.

Os números sugerem que, dentro da simulação feita pelo instituto, Celina é quem mais se beneficia eleitoralmente da retirada de Arruda do cenário.

Celina lidera com ou sem Arruda

Outro aspecto favorável à governadora é que sua liderança não depende exclusivamente da situação jurídica do ex-governador.

Com Arruda, Celina lidera.

Sem Arruda, amplia consideravelmente a vantagem.

E nas simulações de segundo turno divulgadas pelo instituto, a governadora também aparece à frente. Contra Arruda, Celina registra 44%, diante de 29% do adversário. Em uma disputa com Leandro Grass, chega a 50%, enquanto o petista aparece com 32%.

Há ainda um componente administrativo que ajuda a compreender sua competitividade eleitoral. O mesmo levantamento mostra que 58% dos entrevistados aprovam a gestão de Celina, contra 39% que desaprovam. Na avaliação qualitativa, 34% consideram o governo ótimo ou bom, 41% regular e 24% ruim ou péssimo.

Isso não significa transferência automática de aprovação administrativa para voto, mas demonstra que a governadora chega à fase decisiva da campanha com uma avaliação majoritariamente positiva de sua gestão.

O primeiro turno entra definitivamente no radar

Pesquisas eleitorais são fotografias de determinado momento e não previsões do resultado das urnas. A campanha continua, os adversários possuem tempo para crescer e acontecimentos políticos ou jurídicos podem alterar o comportamento do eleitor.

Ainda assim, o Real Time Big Data apresenta um dado politicamente relevante: sem Arruda, Celina já aparece em uma faixa que, convertida em votos válidos, seria suficiente para uma vitória no primeiro turno.

Para Leandro Grass, Paula Belmonte e Ricardo Cappelli, o desafio passa a ser ainda maior. Eles não precisariam apenas reduzir a distância para a líder, mas também impedir que Celina ultrapasse nas urnas a metade dos votos válidos.

Para a campanha da governadora, a situação é inversa. O desafio será manter a vantagem, evitar acomodação e transformar o favoritismo registrado pelas pesquisas em voto efetivo.

A situação jurídica de Arruda continua sendo uma peça importante desse tabuleiro. Mas os números trazem uma constatação que independe dessa discussão: Celina lidera com Arruda e dispara sem ele.

E, pela primeira vez neste levantamento, a matemática do cenário sem o ex-governador coloca de maneira bastante concreta uma possibilidade que pode mudar toda a estratégia da reta final: a eleição para o Governo do Distrito Federal terminar já no primeiro turno.

A pesquisa Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores do Distrito Federal entre os dias 4 e 8 de setembro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número DF-09600/2026.

Da redação…

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