Joaquim Roriz Neto registra 4%, enquanto Chico Vigilante e Jaqueline Silva aparecem com 3,3%; levantamento também traz Hermeto, Roosevelt Vilela e o policial militar Jabá Arruda entre os nomes citados
A disputa pelas 24 cadeiras da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) chega à última semana antes das eleições marcada por uma característica bastante clara: a pulverização das intenções de voto.
Pesquisa IGAPE/Record, divulgada neste domingo (27), mostra que nenhum dos 60 candidatos apresentados no levantamento ultrapassa a marca de 4%.
Joaquim Roriz Neto aparece numericamente à frente, com 4%, seguido por Chico Vigilante e Jaqueline Silva, ambos com 3,3%. Wellington Luiz registra 3,2% e Martins Machado, 3,1%.
A pequena distância entre vários candidatos e a margem de erro de 2,2 pontos percentuais recomendam cautela na interpretação da ordem nominal. O levantamento é uma fotografia das preferências durante o período pesquisado, não uma projeção de composição da futura CLDF.
Veja como aparecem os candidatos
Para facilitar a leitura, organizamos os nomes divulgados pelo levantamento:
| Candidato | Intenção de voto |
| Joaquim Roriz Neto | 4,0% |
| Chico Vigilante | 3,3% |
| Jaqueline Silva | 3,3% |
| Wellington Luiz | 3,2% |
| Martins Machado | 3,1% |
| Pastor Daniel de Castro | 2,9% |
| Renata D’Aguiar | 2,9% |
| André Kubitschek | 2,8% |
| Delegado Fernando Fernandes | 2,8% |
| Max Maciel | 2,7% |
| Eduardo Pedrosa | 2,4% |
| Pepa | 2,4% |
| Cláudio Abrantes | 2,3% |
| Delmasso | 2,1% |
| Robério Negreiros | 1,8% |
| Bispo Renato Andrade | 1,6% |
| Hermeto | 1,6% |
| Iolando | 1,6% |
| Rôney Nemer | 1,6% |
| Ricardo Vale | 1,4% |
| Raad | 1,3% |
| Jorge Vianna | 1,2% |
| Marcela Passamani | 1,1% |
| Rogério Morro da Cruz | 1,1% |
| Guiliano Cartaxo | 0,9% |
| Rogério Ulisses | 0,9% |
| Cristiano Araújo | 0,7% |
| João Cardoso | 0,7% |
| Delegado Pablo Aguiar | 0,6% |
| Hamilton Tatu | 0,6% |
| Roosevelt Vilela | 0,6% |
| Estefane Sampaio | 0,5% |
| Gabriel Magno | 0,5% |
| Jorge Farias | 0,5% |
| Victor Jansen | 0,5% |
| Alessandro Paiva | 0,4% |
| Berê Darc | 0,4% |
| Carlão Reclamação | 0,4% |
| Cláudia Lapa | 0,4% |
| Daniel Radar | 0,4% |
| Delegada Doutora Jane | 0,4% |
| Diones Almeida | 0,4% |
| Dr. Lucimir | 0,4% |
| Léo Goleiro | 0,4% |
| Professora Jéssica Motta | 0,4% |
| Silene da Saúde | 0,4% |
| Suzele Veloso | 0,4% |
| Carlos Penna | 0,3% |
| Crícia Cantora de Pentecostes | 0,3% |
| Daiane dos Santos | 0,3% |
| Delegada Karen | 0,3% |
| Delegado Laércio | 0,3% |
| Elke Pimentel | 0,3% |
| Evaldo Lobato | 0,3% |
| Fernando Caixeta | 0,3% |
| Gustavo Aires | 0,3% |
| Jabá Arruda | 0,3% |
| Keka Bagno | 0,3% |
| Luíza do Clezão | 0,3% |
| Professor Jordenes | 0,3% |
| Silvinho Almeida | 0,3% |
| Virgílio Neto | 0,3% |
Os percentuais acima são os publicados no levantamento IGAPE/Record.
Hermeto aparece com 1,6%
Entre os candidatos com trajetória ligada à Polícia Militar do Distrito Federal está Hermeto, que registra 1,6% no levantamento.
O percentual o coloca no grupo intermediário dos nomes citados pela pesquisa. Mas, no sistema proporcional, esse número isoladamente não permite concluir se ele obteria ou não uma das 24 vagas.
Esse detalhe é especialmente importante porque uma pesquisa para deputado distrital funciona de maneira diferente de uma sondagem para governador.
O eleitor vota individualmente no candidato, mas a distribuição das cadeiras leva em consideração também a votação obtida pelos partidos e federações.
Por isso, duas pessoas com votações individuais diferentes podem ter destinos eleitorais distintos dependendo do desempenho de suas respectivas legendas.
Jabá Arruda registra 0,3%
Outro nome oriundo da Polícia Militar é Lusimar Torres Arruda, o Jabá Arruda, candidato pelo PSD.
Seu registro eleitoral informa como ocupação policial militar, e sua candidatura está deferida. No IGAPE, Jabá aparece com 0,3% das intenções de voto.
O percentual mostra que ele foi espontaneamente identificado dentro do conjunto testado pelo instituto, mas não permite projetar uma cadeira para Jabá nem descartá-lo da disputa.
Há duas razões. A primeira é estatística: a margem de erro geral da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais.
A segunda — e ainda mais importante — é eleitoral: a eleição para distrital é proporcional. O desempenho final do PSD e a votação nominal dos candidatos da legenda serão determinantes para saber quais nomes conquistarão vagas.
Assim, os 0,3% devem ser interpretados como aquilo que são: a intenção de voto encontrada pelo IGAPE entre os entrevistados naquele momento, e não como uma estimativa da votação final de Jabá.
Segurança pública tem vários representantes na disputa
A pesquisa também registra outros candidatos relacionados às forças de segurança.
O Delegado Fernando Fernandes aparece com 2,8%; o Delegado Pablo Aguiar, com 0,6%; a Delegada Doutora Jane, com 0,4%; e os candidatos identificados como Delegada Karen e Delegado Laércio, com 0,3% cada.
Roosevelt Vilela, cuja trajetória política está relacionada ao Corpo de Bombeiros Militar do DF, aparece com 0,6%.
Portanto, segurança pública permanece representada por diversos nomes, mas o levantamento não permite tratar esse eleitorado como um bloco único. Esses candidatos concorrem entre si, pertencem a partidos diferentes e disputam votos também com candidatos de outras áreas profissionais.
Uma eleição muito mais aberta do que a simples classificação sugere
Há um dado estatístico interessante escondido atrás da tabela. Joaquim Roriz Neto aparece numericamente em primeiro, com 4%. O décimo colocado, Max Maciel, possui 2,7%.
A diferença é de apenas 1,3 ponto percentual — inferior à margem de erro geral de 2,2 pontos informada pelo instituto. Por isso, a pesquisa não sustenta interpretar pequenas diferenças nominais como uma hierarquia precisa entre esses candidatos.
Esse cuidado vale ainda mais para candidatos com percentuais pequenos.
Diferenças de décimos não devem ser tratadas como evidência segura de que determinado candidato está eleitoralmente à frente de outro.
Pesquisa tem registro DF-00171/2026
A pesquisa IGAPE/Record ouviu 2 mil eleitores do Distrito Federal entre 22 e 26 de setembro. A margem de erro informada é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número DF-00171/2026.
A pesquisa mostra intenção; as urnas definirão as cadeiras
A leitura mais segura do levantamento é que a eleição para a CLDF permanece bastante fragmentada.
Há candidatos conhecidos, parlamentares buscando a reeleição, estreantes e representantes de diferentes categorias profissionais disputando somente 24 vagas.
Para Jabá Arruda e os demais candidatos oriundos das forças de segurança, os percentuais ajudam a dimensionar a lembrança eleitoral registrada pelo levantamento, mas não bastam para calcular quem conquistará mandato.
Isso porque, no próximo domingo, haverá duas disputas acontecendo simultaneamente. Na primeira cada candidato precisará conquistar votos individualmente, enquanto na segunda seu partido ou federação também precisará alcançar desempenho suficiente no sistema proporcional.
Somente depois da apuração será possível transformar votos em cadeiras e saber quantos — e quais — representantes das forças de segurança estarão na próxima legislatura da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Por enquanto, a ansiedade só terminará após o fechamento e apuração das urnas no dia 04 de outubro.
Da redação por Jorge Poliglota…




