Senador do PT teve dois aparelhos recolhidos durante busca da Operação Compliance Zero
O senador Jaques Wagner (PT-BA) recusou fornecer à Polícia Federal (PF) as senhas de dois celulares apreendidos durante uma operação em sua residência, em Salvador, em 18 de junho. A informação consta em relatório da corporação divulgado após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça retirar o sigilo de documentos relacionados à investigação do Banco Master.
Segundo o relatório, os agentes recolheram um aparelho Samsung preto e outro celular branco logo no início das buscas. Na sequência, registraram que o parlamentar não informou as senhas solicitadas.
A diligência ocorreu no âmbito da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros relacionados ao Banco Master e ao ex-controlador da instituição, Daniel Vorcaro.
No caso de Wagner, a PF apura a relação do senador com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro. Os investigadores analisam possíveis vantagens recebidas pelo parlamentar de empresários ligados ao banco, incluindo viagens em aeronaves particulares, ingressos para shows e a negociação de um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões em Salvador.
Dinheiro e relógios de luxo
Durante a busca na residência do senador, os policiais também encontraram R$ 16,5 mil, US$ 16.795 e € 39.675 em espécie. Parte dos valores estava em uma mala atribuída a Wagner e outra quantia foi localizada em um cofre no closet de sua mulher.
De acordo com o relatório, o senador afirmou aos agentes que o dinheiro em moeda estrangeira era destinado a viagens.
A PF também apreendeu diversos relógios de alto valor. Questionado sobre a origem dos bens, Wagner declarou que havia adquirido as peças ao longo dos anos, mas não apresentou notas fiscais durante a diligência.
Os relógios foram encaminhados para perícia, que deverá apontar o valor dos bens.
Documentos foram liberados após pedido da PGR
Os registros da busca se tornaram públicos depois que Mendonça ampliou a retirada do sigilo de processos relacionados ao caso Master. A medida ocorreu após solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Informações Blog Claudio Dantas




