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Grass procura uma escada; pesquisas mostram Celina vários degraus acima

Petista chega à última semana tentando reduzir ampla diferença para a governadora; números colocam pressão sobre candidatura que esperava transformar apoio de Lula em crescimento no DF

Falta menos de uma semana para o eleitor do Distrito Federal decidir quem comandará o Palácio do Buriti. E, para Leandro Grass (PT), parece que o calendário resolveu correr mais depressa do que sua candidatura.

O petista entra nos últimos dias da campanha tentando diminuir uma diferença expressiva para Celina Leão (PP).

No Datafolha divulgado em 24 de setembro, já sem José Roberto Arruda na disputa, Celina registra 42%, contra 23% de Grass. O levantamento ouviu 910 eleitores entre 22 e 24 de setembro, tem margem de erro de três pontos e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número DF-01888/2026.

O Igape/Record divulgado neste domingo (27) apresentou distância ainda maior: Celina aparece com 43,9% e Grass, com 17,3%. Na simulação de votos válidos feita pelo instituto, são 56,1% contra 22,1%, respectivamente. A pesquisa ouviu 2 mil eleitores, possui margem de erro de 2,2 pontos e registro DF-00171/2026.

Os números não autorizam decretar antecipadamente o resultado das urnas, mas mostram com clareza o tamanho do desafio que Grass enfrenta na reta final.

Lula entrou em campo, mas discurso do presidente piorou a situação

Grass contou durante a campanha com a participação direta do presidente Lula e procurou nacionalizar parte da disputa brasiliense. No entanto, Lula foi chamar a Leoa de “Cínica e Mentirosa” e o angu desandou.

Talvez o que Grass não tenha entendido é que apoio político não significa transferência automática de votos. Ainda mais da forma que foi apresentado ao eleitorado brasiliense, numa demonstração total de falta de respeito do mandatário do país.

E as pesquisas disponíveis até agora não mostram Grass se aproximando de Celina. Mesmo depois da saída definitiva de Arruda da disputa, o petista aparece numericamente distante da governadora nos dois levantamentos mais recentes citados acima.

A urna terá a última palavra

É justamente aí que a ironia eleitoral encontra seu limite. Pesquisa fotografa o momento; não abre urna antes da hora. Mas pelo andar da carruagem, Grass já está na “Sala Vermelha” do hospital e dali para a UTI é um passo.

Grass ainda tem os últimos dias para tentar convencer indecisos, conquistar parte do eleitorado que perdeu seu candidato e reduzir a diferença apontada pelos institutos.

Celina, por sua vez, chega à reta final ocupando numericamente a liderança das pesquisas recentes, crescendo a cada pesquisa e trabalhando incansavelmente até os votos de domingo.

Até lá, candidatos continuarão discursando, partidos fazendo contas e campanhas anunciando confiança.

A urna, como sempre, não dá entrevista nem participa de debate. Apenas entrega a conta no final.

Da redação por Jorge Poliglota…

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