Com mais de três décadas dedicadas à comunicação, jornalista construiu trajetória iniciada na Folha Evangélica e tornou-se conhecido pela cobertura política e comunitária no Distrito Federal e em cidades goianas
O jornalismo do Distrito Federal e do Entorno perdeu Dwight Eisenhower Chaves, profissional que dedicou mais de três décadas à comunicação e construiu sua trajetória acompanhando de perto a vida política, comunitária e religiosa da região.
A notícia de seu falecimento provoca pesar especialmente entre jornalistas, comunicadores, lideranças políticas e moradores das cidades onde Dwight desenvolveu seu trabalho ao longo dos anos.
Mais do que acompanhar acontecimentos, ele fez parte de uma geração de profissionais que ajudou a fortalecer o jornalismo regional em um período no qual jornais locais tinham papel fundamental para dar voz a comunidades que raramente encontravam espaço nos grandes veículos de comunicação.
Uma trajetória que começou pela comunidade
A história profissional de Dwight está diretamente ligada à Folha Evangélica.
Sua atuação começou com uma cobertura bastante próxima das comunidades religiosas, divulgando eventos, atividades das igrejas, acontecimentos locais e testemunhos de fé. Com o passar dos anos, aquele trabalho ganhou novas dimensões.
A própria história empresarial do veículo ajuda a demonstrar a longevidade dessa relação. Registros públicos apontam Dwight Eisenhower Chaves como sócio-administrador da Folha Evangélica e Eventos Ltda., constituída em Brasília em 10 de fevereiro de 1998, tendo como atividade principal a edição integrada à impressão de jornais.
A Folha Evangélica acabou se tornando também uma plataforma para sua atuação no jornalismo regional.
Da cobertura religiosa para a política
Ao longo da carreira, Dwight ampliou sua área de atuação e passou a dedicar atenção crescente ao noticiário político.
Acompanhou acontecimentos no Distrito Federal, no Entorno e em Goiás, construindo relações profissionais com agentes públicos, lideranças comunitárias e personagens da política regional.
Seu estilo era marcado por posicionamentos firmes e pela proximidade com os acontecimentos das cidades que acompanhava.
Essa atuação continuou nos últimos anos.
Em 2024, por exemplo, Dwight assinava textos na Folha Evangélica por meio da coluna “De Olho Aberto”, tratando de personagens da comunicação, lideranças políticas e acontecimentos de Águas Lindas de Goiás e da região do Entorno.
Era um jornalismo feito muito próximo das fontes e, principalmente, das comunidades.
Mais de 30 anos contando histórias
Três décadas de jornalismo representam muito mais que uma sequência de matérias publicadas.
Significam acompanhar transformações políticas, mudanças de governos, crescimento de cidades e alterações profundas na própria maneira de fazer comunicação.
Dwight atravessou justamente essa transformação.
Começou em uma época em que o jornal impresso possuía enorme importância para a comunicação regional e acompanhou a migração do noticiário para o ambiente digital, mantendo sua presença na cobertura dos acontecimentos locais.
Nesse percurso, consolidou seu nome especialmente entre profissionais e personagens ligados ao jornalismo e à política do DF e do Entorno.
Uma perda para o jornalismo regional
A morte de um jornalista com uma trajetória tão extensa representa também a perda de parte da memória dos acontecimentos que ele acompanhou.
Profissionais da imprensa regional são testemunhas privilegiadas da história das cidades.
Conhecem personagens que ajudaram a construí-las, acompanham disputas políticas, registram reivindicações comunitárias e frequentemente preservam histórias que jamais chegariam às páginas dos grandes jornais.
Dwight Eisenhower Chaves fez parte desse universo.
Seu trabalho nasceu próximo das igrejas e das comunidades, avançou pelo jornalismo político e atravessou mais de três décadas de profundas mudanças na comunicação brasileira.
Agora ficam as matérias, as histórias contadas, os contatos construídos e, principalmente, a lembrança deixada entre familiares, amigos, colegas de profissão e leitores.
“Aos familiares e amigos de Dwight Eisenhower Chaves, ficam nossos sentimentos e solidariedade neste momento de despedida. Ao jornalismo regional, permanece o registro de uma trajetória dedicada a informar e acompanhar de perto a sociedade que escolheu retratar”.
Descanse em paz, Dwight Eisenhower Chaves.
Portal Opinião Brasília, por Jorge Poliglota, Editor-chefe




