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Viaduto de Valparaíso entra em fase decisiva, mas transtornos na BR-040 ainda desafiam moradores do Entorno

Complexo viário avança para serviços de pavimentação e preparação do pavimento; expectativa oficial é de conclusão ainda em 2026. Enquanto isso, congestionamentos afetam diariamente quem circula entre Valparaíso, Cidade Ocidental, Jardim Ingá, Luziânia e o Distrito Federal

Depois de uma longa espera e de meses de intervenções que alteraram profundamente a rotina de quem utiliza a BR-040, as obras do Complexo Viário de Valparaíso de Goiás chegaram a uma etapa importante para a futura liberação da estrutura.

Os trabalhos no empreendimento, localizado na altura do km 2 da BR-040/GO, avançaram ao longo dos últimos meses com execução dos aterros, encabeçamento do viaduto, terraplenagem, construção das alças e preparação para pavimentação. A Prefeitura de Valparaíso informou em julho que os serviços exigiriam inclusive o fechamento gradual de retornos para permitir justamente o avanço da terraplenagem e da pavimentação.

A entrada nos serviços de primação e pavimentação asfáltica é especialmente significativa. A primação funciona como uma preparação da base da pista antes das camadas seguintes do pavimento, contribuindo para impermeabilização, aderência e estabilidade da estrutura. Na prática, significa que determinados segmentos já começam a deixar para trás as etapas mais pesadas de terraplenagem para se aproximarem das condições necessárias à circulação dos veículos.

Mas é importante fazer uma ressalva: pavimentação não significa liberação imediata do viaduto. Ainda podem ser necessários serviços complementares de drenagem, acabamento, sinalização, dispositivos de segurança, adequação dos acessos e inspeções antes da abertura definitiva ao trânsito.

DNIT mantém previsão de conclusão em 2026

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que assumiu a continuidade do empreendimento após a sub-rogação firmada com a Prefeitura de Valparaíso em outubro de 2025, mantém oficialmente a previsão de conclusão do complexo ainda em 2026. A União destinou aproximadamente R$ 12 milhões, por meio do Novo PAC, para a continuidade dos trabalhos assumidos pelo órgão federal.

O DNIT já havia informado que, depois dos aterros em terra armada, seriam executadas a laje de transição, as alças de retorno e o revestimento asfáltico — justamente etapas fundamentais para colocar o complexo em funcionamento.

A Prefeitura de Valparaíso apresentou anteriormente um cronograma dividido em duas grandes fases. A primeira previa a liberação do tráfego da BR sobre o viaduto, enquanto a segunda compreende a circulação por baixo da estrutura, fazendo a ligação entre os dois lados da cidade. A administração municipal apontava a conclusão integral para o final de 2026.

Até o momento, entretanto, não há uma data oficial precisa divulgada pelo DNIT para a abertura definitiva do tráfego sobre o viaduto. Portanto, seria precipitado apontar um dia específico para a liberação. O compromisso público disponível continua sendo de conclusão do empreendimento ao longo de 2026.

Uma obra que afeta muito mais do que Valparaíso

Embora esteja localizada em Valparaíso, a importância do complexo ultrapassa os limites do município.

A BR-040 é a principal ligação de uma parcela expressiva do Entorno Sul com o Distrito Federal. Por ela passam diariamente moradores de Valparaíso, Cidade Ocidental e Luziânia, incluindo a região do Jardim Ingá, além de trabalhadores e estudantes que seguem para Brasília.

O próprio DNIT aponta que cerca de 35 mil veículos por dia trafegam pelo trecho da BR-040 que faz a ligação entre Goiás e o Distrito Federal.

Durante as obras, mudanças de retornos, estreitamentos, desvios e intervenções nas proximidades do viaduto aumentaram o desconforto para milhares de motoristas. Em determinados horários, principalmente no início da manhã e no final da tarde, uma viagem que normalmente já é complicada pode se transformar em uma longa sequência de lentidão.

A situação levou inclusive à implantação de retornos temporários. Em julho, a Prefeitura anunciou um acesso provisório em frente ao Shopping Sul e outro nas proximidades da Passarela Azul, enquanto retornos existentes seriam fechados gradativamente para permitir o avanço das obras.

Em agosto, também foi anunciada a abertura de outro retorno próximo ao SAMU, no sentido Valparaíso II, numa tentativa de evitar deslocamentos ainda maiores para quem precisa fazer conversões na BR-040.

Transtorno de hoje precisa resultar em mobilidade amanhã

A expectativa é que, quando completamente operacional, o complexo reorganize os movimentos locais e o tráfego de passagem, reduza conflitos nos retornos e melhore a segurança de quem atravessa diariamente esse trecho da rodovia.

A estrutura é formada por um viaduto de concreto armado e protendido, encabeçamentos em terra armada, muros de concreto e alças de acesso. Segundo o DNIT, a finalidade é justamente ordenar os fluxos local e de longa distância e proporcionar maior segurança e fluidez, especialmente nos horários de maior movimento.

Para os moradores, entretanto, a cobrança por rapidez é compreensível. Quem sai diariamente de Luziânia, Jardim Ingá, Cidade Ocidental ou Valparaíso em direção ao Distrito Federal sente no relógio e no bolso os efeitos dos congestionamentos.

A chegada da pavimentação é, portanto, uma boa notícia porque sinaliza avanço físico importante. Mas o verdadeiro alívio somente ocorrerá quando as pistas, acessos e retornos estiverem efetivamente liberados e funcionando de maneira integrada.

Depois de tantos transtornos, a população do Entorno Sul espera que 2026 seja finalmente o ano em que o Viaduto de Valparaíso deixe de ser sinônimo de obra e congestionamento para se transformar em solução de mobilidade.

A previsão oficial permanece: conclusão ainda neste ano. Agora, a expectativa dos milhares de usuários da BR-040 é por um cronograma mais preciso para a liberação do tráfego e, principalmente, para que a reta final das obras avance sem novos atrasos.

Da redação por Jorge Poliglota…

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