- PUBLICIDADE -

Terracap projeta novos bairros no Jóquei, Tororó e Guará

Projetos apresentados pela Terracap combinam novas moradias, comércio, serviços, áreas de lazer e equipamentos públicos e podem transformar importantes regiões da capital

O Distrito Federal poderá passar por uma nova etapa de expansão urbana nos próximos anos. A Terracap apresentou, nesta segunda-feira (24), projetos que prometem modificar áreas de Vicente Pires, Jardim Botânico e Guará, abrindo espaço para milhares de novas moradias, atividades comerciais e serviços.

Embora estejam em diferentes estágios de desenvolvimento, as propostas têm um ponto em comum: criar espaços urbanos onde habitação, emprego, lazer e equipamentos públicos possam funcionar de maneira integrada.

Entre os projetos, o que se encontra em estágio mais avançado é o Setor Jóquei Clube, previsto para ocupar a antiga área do clube, em uma localização estratégica entre a EPTG e a Via Estrutural.

Com cerca de 252 hectares, o novo setor deverá contar com 261 lotes destinados a empreendimentos residenciais, comércio, serviços e estruturas públicas. A previsão é de aproximadamente 17 mil unidades habitacionais, com capacidade para receber uma população superior a 50 mil pessoas.

Pista do Jóquei ganhará nova função

Um dos pontos de destaque do projeto é o aproveitamento da antiga pista de corridas. Em vez de desaparecer com a urbanização, a estrutura deverá fazer parte de uma ampla área destinada ao lazer e à convivência dos futuros moradores.

O planejamento contempla parque urbano, ciclovias, espaços para caminhadas, praças e ambientes de convivência. Também foram reservadas áreas para escolas, creches, unidades de saúde, centros comunitários e até uma subestação de energia.

O projeto urbanístico já recebeu aprovação do Governo do Distrito Federal e avançou para a fase de registro. Antes de iniciar efetivamente a implantação da infraestrutura e a comercialização dos terrenos, entretanto, a Terracap ainda terá de cumprir procedimentos jurídicos, administrativos e orçamentários.

A proposta é que o novo setor seja implantado gradativamente, evitando que uma ocupação de grandes proporções aconteça de uma única vez.

A mobilidade será um dos principais desafios. Tanto a EPTG quanto a Via Estrutural convivem diariamente com grande fluxo de veículos, sobretudo nos horários de pico. Uma região com dezenas de milhares de novos moradores necessariamente exigirá planejamento de transporte público, novos acessos, drenagem e soluções que reduzam a dependência dos automóveis.

Por isso, mais do que construir um novo bairro, será necessário garantir que a infraestrutura acompanhe seu crescimento.

Tororó poderá se transformar em novo polo urbano

Outra aposta está no Jardim Botânico. O Setor Habitacional Tororó é um projeto bem maior territorialmente, abrangendo aproximadamente 786 hectares.

A ideia é reunir residências, comércio, serviços, equipamentos públicos e áreas verdes em uma mesma região. Um dos objetivos é justamente criar uma nova centralidade no Distrito Federal, permitindo que parte dos moradores encontre trabalho, comércio e serviços mais perto de casa, reduzindo a necessidade de deslocamentos constantes em direção ao Plano Piloto.

O projeto já foi aprovado por decreto e conta com licença ambiental prévia. Agora, o trabalho envolve outras etapas do licenciamento e a preparação de estruturas fundamentais, como drenagem, pavimentação, fornecimento de energia, abastecimento de água e rede de esgoto.

Por suas dimensões, o Tororó também exigirá atenção especial às questões ambientais e, principalmente, à capacidade das rodovias que atualmente atendem a região.

QE 60 terá ocupação mais compacta no Guará

No Guará, a proposta segue uma lógica diferente. Em vez de um grande novo setor habitacional, a Terracap planeja uma ocupação mais compacta na QE 60.

A área possui aproximadamente 28 hectares e deverá contar com 93 lotes voltados para apartamentos, comércio e prestação de serviços, além de praças e áreas verdes.

Como o empreendimento ficará dentro de uma região urbana já consolidada, a proposta é aproveitar melhor os espaços disponíveis e combinar diferentes usos em uma mesma área. Isso pode representar novas opções de moradia e serviços sem a necessidade de expansão territorial nas mesmas proporções dos projetos do Jóquei Clube e do Tororó.

Crescimento precisa vir acompanhado de infraestrutura

Apesar do tamanho e da importância dos três projetos, ainda existem questões importantes a serem definidas. Na apresentação realizada nesta segunda-feira, não foram estabelecidos prazos definitivos para o início das obras e para a colocação dos lotes no mercado, nem divulgado o investimento global necessário para executar todas as propostas.

Essas informações serão importantes para que a população possa compreender não apenas quando os empreendimentos começarão a sair do papel, mas também seus efeitos sobre o mercado imobiliário, o trânsito e a demanda por serviços públicos.

A abertura de novas áreas urbanas representa oportunidade para ampliar a oferta de moradias, movimentar a construção civil, atrair empresas e gerar empregos. Mas existe uma condição indispensável para que esse crescimento represente efetivamente melhoria na qualidade de vida.

O Distrito Federal não pode apenas criar espaço para novos moradores. Precisa fazer com que transporte, saneamento, drenagem, escolas, saúde e demais serviços públicos avancem no mesmo ritmo — de preferência, chegando antes das novas ocupações.

Se essa combinação acontecer, os projetos apresentados pela Terracap poderão representar muito mais do que três novos empreendimentos imobiliários. Poderão ajudar a redesenhar importantes regiões da capital e definir parte do crescimento urbano do DF para as próximas décadas.

- PUBLICIDADE -
- PUBLICIDADE -
- PUBLICIDADE -

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

- PUBLICIDADE -