Típica da esquerda brasileira, a narrativa que estão tentando impor como escândalo político recursos possivelmente disponibilizados, de forma privada, a Flávio Bolsonaro (PL-SP), pré-candidato à presidência da república para patrocínio do filme de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, não passa de mais uma articulação sórdida para a desconstrução da imagem do candidato.
O fato de Flávio ter cobrado de Daniel Vorcaro os repasses comprometidos em contrato firmado para a produção não configura qualquer tipo de crime. Aliás, essa prática de empresários ajudarem em projetos culturais é algo absolutamente normal e corriqueiro no cotidiano. Lula que o diga, quando em 2010 e em pleno exercício do cargo de presidente utilizou da mesma prerrogativa.
Bom que se recorde que o filme “Lula, o Filho do Brasil”, lançado em 2010, teve seu financiamento (estimado em R$ 12 milhões à época) composto por um grupo de 18 empresas, com destaque para grandes empreiteiras que posteriormente foram investigadas na Operação Lava Jato, como a Odebrecht (atual Novonor), Camargo Corrêa e OAS.
Na época do lançamento, a produtora Paula Barreto afirmou que 100% dos patrocinadores eram empresas que já investiam em cultura, e que a maioria era parceira anterior das produtoras. Além das doações diretas de empresas (iniciativa privada), o filme foi associado ao uso de incentivos fiscais e foi rodado enquanto Lula estava na Presidência da República. Segundo relatos de investigações da Lava Jato algumas dessas empreiteiras tinham contratos com o governo (como na refinaria Abreu e Lima) quando apoiaram o filme.
Lindberg Farias, o “Lindinho” da lista da Lava Jato, poderia aproveitar e pedir também a prisão de Lula, afinal, para a produção de seu filme as práticas foram as mesmas, porém com uma pitada a mais e grave: A utilização e incentivos fiscais às empresas.
No caso do filme sobre Jair Bolsonaro não existe envolvimento de dinheiro público e nem incentivos fiscais, não existe emendas parlamentares, não existe contrato com o Estado e muito menos favores regulatórios. Porquê haveria crime?
Importante frisar que esse contrato de publicidade e doação de recursos para o documentário sobre Bolsonaro foi celebrado a dois anos atrás, quando ninguém suspeitava de qualquer ilicitude praticada pelo Banco Master e Daniel Vorcaro.
Mas na sua hipocrisia natural e costumeira, fatos semelhantes quando acontece com a esquerda é tratado como “incentivo cultural”. Mas quando a situação acontece com a Direita, e em especial onde envolva o nome Bolsonaro, é tratada como “crime”.
Mas o eleitor não é trouxa e sabe muito bem distinguir narrativas de fatos reais. O medo da esquerda de perder as eleições de outubro a faz partir para o “tudo ou nada”.
E para fechar, fica o questionamento: Se tudo tem que ser investigado, porque a esquerda em massa rejeita e vota contra a abertura da CPI DO MASTER?
Não seria aí a grande oportunidade de eles provarem que estão certos?
Mas… essa é a esquerda brasileira!
Da redação por Jorge Poliglota



