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Recuo por Conveniência

A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de assinar uma medida provisória extinguindo a chamada “Taxa das Blusinhas” expõe uma contradição política difícil de ignorar. O imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, aplicado a plataformas como Shein, Shopee e AliExpress, foi defendido pelo próprio governo como mecanismo de equilíbrio concorrencial e arrecadação fiscal.

Agora, em meio ao desgaste de popularidade e à aproximação de um calendário eleitoral sensível, a revogação soa menos como revisão técnica e mais como cálculo político.

A medida passa a impressão de que o governo primeiro penalizou milhões de consumidores, sobretudo das classes média e baixa que recorrem ao comércio internacional em busca de preços acessíveis, para depois posar como solucionador do problema que ajudou a criar. Em vez de transmitir coerência econômica, o recuo reforça a percepção de improviso e oportunismo.

Quando decisões tributárias parecem oscilar ao sabor das pesquisas e da conveniência eleitoral, o prejuízo vai além da arrecadação: atinge diretamente a confiança do cidadão na previsibilidade e na seriedade da condução econômica do país.

Da redação…

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