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Congresso impõe derrota a Lula com derrubada de vetos e expõe fragilidade da articulação governista

A derrubada dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto da Dosimetria representou mais um revés político para o Palácio do Planalto e acendeu um alerta sobre a capacidade de articulação do governo no Congresso Nacional.

A decisão, consolidada por ampla mobilização parlamentar, evidencia o desgaste da base governista e a crescente dificuldade do Executivo em manter controle sobre pautas estratégicas. Lula fez as escolhas erradas em seus representantes numa mesmice natural aplicada à décadas. Perdeu!!!

Nos bastidores, parlamentares apontam que a derrota foi diretamente influenciada pela atuação do senador Davi Alcolumbre, considerado uma das principais lideranças de articulação junto ao Centrão, que tem sob seu controle 10 bilhões em emendas parlamentares. Com forte trânsito entre diferentes legendas e capacidade de construção de maioria, Alcolumbre teria atuado para consolidar votos favoráveis à derrubada dos vetos, demonstrando mais uma vez seu peso nas decisões do Legislativo.

A derrota do governo no tema da dosimetria vai além do mérito jurídico e legislativo. Politicamente, o episódio fortalece a percepção de que o Congresso tem buscado maior protagonismo e independência em relação ao Executivo, impondo sucessivas derrotas em matérias consideradas relevantes pelo Planalto.

Para o governo Lula, o resultado pode gerar consequências negativas em múltiplas frentes. Além do desgaste político imediato, a sinalização enviada ao mercado, aos aliados e à própria base parlamentar é de fragilidade na coordenação política. A dificuldade em segurar vetos presidenciais — tradicionalmente tratados como prioridade máxima pelos governos — expõe rachaduras na sustentação congressual e fortalece grupos independentes e blocos de negociação.

A atuação decisiva do Centrão nesse episódio reforça ainda uma realidade já conhecida em Brasília: nenhuma agenda governamental avança ou se mantém intacta sem diálogo permanente e concessões políticas consistentes. A derrota na votação da dosimetria amplia o custo político para o governo e pode influenciar futuras negociações em pautas econômicas, indicações e projetos de interesse direto do Palácio do Planalto.

Em resumo, a sociedade cobrou do Congresso a atitude correta a ser aplicada em dissonância com os semideuses do Supremo Tribunal Federal. E diante do acontecido, a decisão dos parlamentares apenas coadunou com as vontades populares, aqueles que deram a outorga aos deputados e senadores, para falarem por eles.

Lula sai enfraquecido, derrotado, desmoralizado e nessa questão, com certeza, o Supremo Tribunal Federal não vai querer opinar, por mais que o governo provoque.

**Poliglota é jornalista e Editor-chefe do Portal Opinião Brasília

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