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Do “golaço” anunciado ao gol contra histórico: governo tropeça no próprio salto alto

O governo federal viveu nesta semana aquele tipo de roteiro que faria qualquer roteirista de comédia política pedir direitos autorais. Depois de semanas vendendo como certa a aprovação de Jorge Messias para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, o Planalto assistiu, atônito, à rejeição do nome pelo plenário do Senado — uma derrota que caiu como um balde de água fria em quem já preparava discursos de vitória e fotos institucionais. Isso, 132 anos depois. O Placar? 42 votos pela rejeição e 34 votos pela aprovação.

Nos bastidores, a confiança governista beirava a soberba. Integrantes da base e entusiastas da esquerda trataram a indicação como mera formalidade, quase uma cerimônia protocolar. Houve quem debochasse publicamente da oposição, em especial o Líder do Governo no Congresso, Senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), cravando que fariam um verdadeiro “golaço” em cima de Flávio Bolsonaro e aliados, numa clara tentativa de vender força política e controle absoluto da articulação.

Mas a política tem dessas ironias cruéis: enquanto alguns já comemoravam antes do apito final, o placar virou.

A cereja do bolo ficou por conta dos rumores que circularam nos corredores do Senado Federal. Segundo bastidores, Flávio Bolsonaro teria convidado senadores para uma partida de futebol justamente no horário da votação — informação não confirmada oficialmente, mas suficiente para alimentar o folclore político da capital. Verdade ou não, a narrativa caiu como luva após o resultado: no fim das contas, quem parecia pronto para marcar acabou levando um contra-ataque fulminante, sem direito ao VAR.

A derrota expõe mais do que a rejeição de um nome. Revela falhas graves na articulação política do governo, desgaste junto ao Senado e, sobretudo, um excesso de confiança típico de quem confunde narrativa de rede social com voto secreto no plenário.

Em Brasília, lição antiga segue valendo: antes de comemorar o gol, convém ao menos esperar a bola entrar. Porque dessa vez, o “golaço” prometido virou um belo tropeço transmitido em rede nacional e comemorado pela maior torcida do mundo: A Brasileira!!!

**Poliglota é jornalista e Editor-chefe do Portal Opinião Brasília

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