Associação aponta risco de desvalorização da corporação e contesta impacto de convocação de servidores cedidos
A Associação dos Delegados de Polícia Federal reagiu, na última quinta-feira (23/4), a declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a atuação de integrantes da Polícia Federal.
Em nota pública, a entidade manifestou preocupação com o teor das falas, avaliando que colocam em dúvida o comprometimento de delegados e simplificam o debate sobre segurança pública.
As críticas surgiram após o presidente afirmar ter solicitado ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, a convocação de delegados atualmente cedidos a outros órgãos. Lula também declarou que apenas permaneceriam fora aqueles que exercem funções estratégicas, mencionando que haveria servidores “fingindo trabalhar”.
Segundo a associação, o número de delegados fora da ativa operacional é reduzido: atualmente, 53 profissionais estão cedidos, o que representa menos de 3% do total. Para a entidade, esse contingente não justifica a avaliação apresentada pelo presidente nem teria impacto significativo no enfrentamento ao crime organizado.
A ADPF defende que o combate às organizações criminosas depende de medidas estruturais, como investimento em inteligência, capacitação e valorização da carreira. A entidade também alertou para a queda no interesse pelos concursos da área e para a evasão de profissionais, destacando que o tema da segurança pública deve ganhar centralidade no debate político com a proximidade das eleições.
Com informações fatos online



