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“Bessias” não tem que ser indicado ao STF

Daqui a poucos dias 81 senadores irão referendar, ou não, o nome de Jorge Messias, atual Advogado Geral da União, para ocupar a lacuna deixada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso ao Supremo Tribunal Federal.

Não é um nome qualquer. É um cara que está sendo indicado pelo Presidente da República como um amigo pessoal. Afinal, quem esquece a labuta de “Bessias”, chamado até de Office Boy de Dilma, para correr com um documento que permitiria Lula ser nomeado Chefe da Casa Civil por Dilma Rousseff para fugir de sanções criminais e blindá-lo.

Ao longo de seus três mandatos, Lula teve critérios claros todas as vezes em que escolheu um nome para a mais alta corte do país: intimidade e subserviência. Foi assim que ele nomeou um advogado do PT (Toffoli), um ex-ministro de seu governo (Dino) e um advogado pessoal (Zanin) para três vagas. E isso porque ele mesmo falou em campanha que não se podia nomear amigos ao Supremo.

O indicado de Lula servirá a este papel subalterno e perigoso.

Há alguns anos, o STF não conhece limites para a sua atuação. Interfere no Legislativo como bem entende, prende inocentes e solta culpados, cria e sustenta inquéritos ilegais por anos, manda recados por bocas alugadas na imprensa quando se sente ameaçado, vive de rapapés e convescotes com gente poderosa e influente. A lista de maldades só cresce. Formado majoritariamente por indicados de Lula e Dilma, o resultado não poderia ser outro.

É necessário que o Senado reaja de forma contundente a mais uma tentativa petista de aparelhamento institucional. O fim melancólico da CPMI do INSS, com discursos inflamados de Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes contra a atuação do Parlamento, prova que os ministros do Supremo se preocupam somente com o seu umbigo, ainda que isso custe a desmoralização de outro poder da república.

Os senadores têm a oportunidade de mostrar independência e coragem para enfrentar o autoritarismo e oportunismo daqueles que querem se perpetuar no poder. Se não o fizerem agora, muitos ficarão sem mandatos em 2027, e eles sabem disso.

Jorge Messias será mais um nome de confiança de Lula na mais alta corte do país. Esta é a grande oportunidade para a Casa Alta retomar o protagonismo, mostrar força e refrear o crescente ímpeto autoritário do consórcio entre Executivo e Judiciário. Queremos que a vaga fique aberta até 2026 e seja decidida pelo próximo presidente.

É isso…

**Poliglota é jornalista e Editor-chefe do Portal Opinião Brasília

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