A chegada definitiva de Celina Leão ao comando do Governo do Distrito Federal, após a saída de Ibaneis Rocha para disputar o Senado, marcou o início de uma ofensiva firme e calculada para resgatar a credibilidade de uma das instituições mais simbólicas da capital: o Banco de Brasília (BRB).
Diante de uma crise de confiança que se arrastava e colocava em xeque a imagem do banco, a governadora adotou uma postura de enfrentamento direto. Sem hesitar, promoveu a exoneração de integrantes da alta cúpula da instituição, sinalizando que não haveria espaço para dúvidas quanto ao compromisso com a transparência e a responsabilidade na gestão pública.
Mais do que uma simples troca de nomes, a decisão representou o início de uma verdadeira operação de reconstrução institucional. Celina Leão determinou uma ampla reestruturação administrativa e reforçou mecanismos de controle interno, buscando não apenas corrigir falhas, mas estabelecer um novo padrão de governança para o BRB.
A mensagem política foi clara: a credibilidade do banco não é negociável. Ao agir com rapidez e firmeza, a governadora tenta não apenas conter danos, mas reposicionar o Banco de Brasília como uma instituição sólida, confiável e alinhada aos interesses da população do Distrito Federal.
Nos bastidores, a avaliação é de que a postura adotada por Celina Leão inaugura uma nova fase na relação entre o governo e suas estatais, marcada por maior rigor e menor tolerância a práticas que possam comprometer a imagem pública. Resta agora acompanhar se a “cirurgia” promovida será suficiente para restaurar, de forma duradoura, a confiança no BRB — um desafio que exigirá não apenas decisões duras, mas resultados concretos ao longo do tempo.
**Poliglota é jornalista e Editor-chefe do Portal Opinião Brasília



