- PUBLICIDADE -

Sai Ibaneis, entra Celina e o DF caminha para a reconstrução de uma política voltada para a população

A desincompatibilização do governador Ibaneis Rocha do comando do Distrito Federal, anunciada hoje em festa na Ceilândia,  marca mais do que uma simples exigência legal do calendário eleitoral: representa uma transição política estratégica, que projeta o futuro do grupo governista e consolida um ciclo administrativo iniciado em 2019. Ao deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado, Ibaneis transfere a condução do governo à vice-governadora Celina Leão, que assume com a missão de dar continuidade a um projeto já em andamento.

A saída de Ibaneis ocorre dentro do prazo legal exigido para quem pretende concorrer a outro cargo eletivo, evidenciando planejamento político e organização administrativa. Não se trata de uma ruptura, mas de uma transição cuidadosamente estruturada, inclusive com a saída antecipada de secretários e reorganização da máquina pública para evitar descontinuidade de serviços essenciais.

Durante seus anos à frente do Governo do Distrito Federal, Ibaneis Rocha construiu uma gestão marcada por forte atuação em áreas estruturantes, como regularização fundiária, desenvolvimento urbano e políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade de vida da população. A sanção de instrumentos importantes de planejamento, como o Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), demonstra uma visão de longo prazo para o crescimento organizado da capital federal.

Além disso, sua trajetória foi pautada por um perfil de gestor pragmático, com foco na resolução de problemas concretos do dia a dia da população. O próprio governador destacou, em balanço recente, que sua atuação sempre foi orientada por “dar soluções, por mais duras que elas sejam”, evidenciando um estilo de governo voltado à entrega de resultados.

Esse conjunto de realizações pode se transformar em um importante ativo político para sua candidatura ao Senado. Em um cenário onde a experiência administrativa pesa, Ibaneis tende a capitalizar as entregas realizadas no DF como prova de capacidade de gestão e compromisso com a população. Pesquisas eleitorais já o colocam entre nomes competitivos na disputa, reforçando o impacto de sua passagem pelo Executivo local.

Por outro lado, a ascensão de Celina Leão ao governo não representa apenas continuidade, mas também renovação dentro do mesmo projeto político. Com experiência consolidada — tendo sido deputada distrital, deputada federal e presidente da Câmara Legislativa — Celina assume com bagagem suficiente para manter o ritmo administrativo e, ao mesmo tempo, imprimir sua própria marca de gestão.

Sua trajetória já inclui momentos de liderança no Executivo, como quando assumiu interinamente o governo em 2023, demonstrando capacidade de condução em períodos de crise. Agora, ao assumir definitivamente o comando do DF, Celina ganha protagonismo e visibilidade, fatores que a colocam como peça central na disputa pela continuidade política para as próximas eleições em 2026.

Dessa forma, a transição entre Ibaneis Rocha e Celina Leão não deve ser vista como um afastamento que enfraquece a gestão, mas como um movimento estratégico que fortalece ambos. Ibaneis sai com o legado de entregas e a perspectiva de ampliar sua atuação no cenário nacional, enquanto Celina assume com a responsabilidade — e a oportunidade — de consolidar e expandir esse trabalho.

No fim, trata-se de uma troca que preserva a estabilidade administrativa do Distrito Federal e, ao mesmo tempo, projeta novos capítulos para duas lideranças que seguem interligadas por um mesmo projeto político.

**Poliglota é jornalista e Editor-chefe do Portal Opinião Brasília

- PUBLICIDADE -
- PUBLICIDADE -
- PUBLICIDADE -

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

- PUBLICIDADE -