A oposição ao governo do DF teve que engolir o choro e sofreu uma derrota significativa ontem (3) na Câmara Legislativa do Distrito Federal
Por 14 votos a favor e 10 contra, os deputados distritais aprovaram o PL nº 2175/2026, que autoriza a capitalização do Banco de Brasília (BRB). O placar evidenciou não apenas a força da base governista, mas também a consolidação de um projeto estratégico para o futuro econômico do Distrito Federal.
A aprovação representa muito mais do que uma vitória numérica no plenário. Trata-se de uma medida estruturante para fortalecer o BRB, ampliar sua capacidade de crédito, aumentar sua competitividade no sistema financeiro nacional e garantir fôlego para novos investimentos. Em um cenário econômico que exige solidez institucional e responsabilidade fiscal, capitalizar o banco público do DF significa proteger um dos principais ativos estratégicos da capital.
O BRB desempenha papel fundamental no financiamento de políticas públicas, no apoio ao setor produtivo local e no estímulo ao empreendedorismo. Com maior capitalização, a instituição ganha robustez para expandir operações, melhorar indicadores regulatórios e manter sua posição de destaque entre os bancos regionais do país. Isso impacta diretamente micro e pequenos empresários, servidores públicos e a população que depende de linhas de crédito e serviços financeiros competitivos.
Caso o governo tivesse sido derrotado, o cenário poderia ser preocupante. A não aprovação do projeto comprometeria o planejamento financeiro do banco, limitaria sua capacidade de expansão e poderia gerar insegurança no mercado. Além disso, enfraqueceria a política econômica do Distrito Federal, afetando investimentos e a confiança institucional. Em última análise, a derrota representaria não apenas um revés político, mas um obstáculo concreto ao desenvolvimento econômico local.
A votação demonstrou que, apesar da resistência da oposição, prevaleceu o entendimento de que fortalecer o BRB é fortalecer o próprio DF. O resultado consolida a base governista e envia um recado claro: medidas estruturantes e estratégicas, quando bem fundamentadas, encontram respaldo na maioria parlamentar.
Da base governista, Roosevelt (PL) afirmou que “a CLDF, mais uma vez, é palco de um momento crítico na nossa cidade” e “não vai se furtar de entregar solução”. “O presidente [do BRB] deixou claro. Se não for votado hoje, o BRB vai ser liquidado. Outros bancos vão comprar e a gestão do BRB será outra”, declarou o deputado do PL.
A deputada Paula Belmonte (PSDB) levou um grande “cheque em branco” com o nome do governador Ibaneis Rocha (MDB) e bateu boca com os bancários presentes na galeria da Câmara. “Não fomos nós que demos prejuízo”, declarou.
O líder do GDF, Hermeto (MDB), apresentou emenda que prevê a constituição de Fundo de Investimento Imobiliário (FII) sob a forma de condomínio fechado, tendo o Distrito Federal como cotista inicial e o BRB, diretamente ou por meio de suas subsidiárias, como responsável pela estruturação.
“Não vamos deixar o BRB ir para o fundo do poço. Podem colocar a minha foto, porque eu vou lutar para tentar salvar o BRB. A história vai dizer quem está certo, quem está errado”, declarou Hermeto.
Para o Distrito Federal, a aprovação do PL nº 2175/2026 simboliza estabilidade, planejamento e visão de futuro. Para o BRB, representa segurança institucional e capacidade de crescimento. E para a oposição, fica o desafio de apresentar alternativas concretas diante de uma agenda que, ao menos neste episódio, saiu vitoriosa nas urnas do plenário.
Quem foi a favor e quem foi contra
- A FAVOR: Daniel Donizete (MDB), Doutora Jane (MDB), Eduardo Pedrosa (União), Hermeto (MDB), Iolando (MDB), Jaqueline Silva (MDB), Joaquim Roriz Neto (PL), Jorge Vianna (PSD), Martins Machado (Republicanos), Pastor Daniel de Castro (PP), Pepa (PP), Roosevelt Vilela (PL) e Wellington Luiz (MDB).
- CONTRA: Fábio Felix (PSol), Max Maciel (PSol), Dayse Amarílio (PSB), Chico Vigilante (PT), Gabriel Magno (PT), Ricardo Vale (PT), Paula Belmonte (PSDB), Rogério Morro da Cruz (PRD), Thiago Manzoni (PL) e João Cardoso (Avante).
**Poliglota é jornalista e Editor-chefe do Portal Opinião Brasília




