- PUBLICIDADE -

Os dois encontros de Moraes com Vorcaro em sua mansão. Ele blinda uns e expõe outros?

Testemunhas ouvidas pela jornalista Andreza Matais (Metropoles) afirmam que Alexandre de Moraes frequentava a casa de Daniel Vorcaro em meio a articulações políticas e à crise do Banco Master

Os relatos sobre a presença do ministro Alexandre de Moraes na mansão de Daniel Vorcaro, em Brasília, levantam mais perguntas do que respostas. Testemunhas afirmam que o magistrado esteve ao menos duas vezes na residência do banqueiro em momentos sensíveis da crise do Banco Master, quando articulações políticas e financeiras estavam em pleno curso.

Foi nesse ambiente reservado que Moraes conheceu o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, chamado à casa por iniciativa de Vorcaro. O encontro ocorreu justamente quando o Master buscava socorro financeiro junto ao banco público. A tentativa de aquisição acabou fracassando após reação negativa do mercado e veto do Banco Central, diante de inconsistências nos ativos da instituição privada.

A relação entre anfitrião e convidado não se limitou a esse episódio. Moraes voltou à mansão para acompanhar a eleição norte-americana de 2024, em um espaço descrito como um “bunker” privado, com charutos e vinhos raros — cenário que simbolizava influência, proximidade e poder. O vínculo ganhou ainda mais peso com a contratação, por R$ 129 milhões, do escritório de advocacia da esposa do ministro pelo Banco Master, valor que afastou qualquer narrativa de simples amizade.

Diante disso, causa estranheza a postura de Daniel Vorcaro ao blindar figuras que frequentaram sua casa e com as quais manteve proximidade direta, enquanto expõe seletivamente outros nomes. Em depoimento à Polícia Federal, ao ser questionado sobre quem frequentava sua residência, Vorcaro citou apenas o governador Ibaneis Rocha, omitindo autoridades que, segundo diversas testemunhas, também estiveram ali em encontros reservados.

A pergunta que fica é simples e incômoda: por que proteger uns com silêncio e cautela, enquanto outros são lançados ao centro da narrativa? Em um cenário de poder, interesses cruzados e contratos milionários, a seletividade do discurso parece menos coincidência e mais estratégia.

**Poliglota é jornalista, especialista em políticas públicas do DF e Editor-chefe do Portal Opinião Brasília

- PUBLICIDADE -
- PUBLICIDADE -
- PUBLICIDADE -

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

- PUBLICIDADE -