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Flávio Bolsonaro arma seu “time da economia” e acena ao mercado

A notícia de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está começando a montar uma equipe econômica para sua eventual campanha à Presidência da República em 2026 tem gerado atenção tanto no meio político quanto no mercado financeiro. Entre os nomes citados na formação desse núcleo estão Gustavo Montezano, ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), e Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia e ex-secretário de Política Econômica — figuras que tiveram papel relevante no governo de Jair Bolsonaro e agora podem ajudar a dar forma às propostas econômicas de Flávio.

Experiência técnica do time econômico

Gustavo Montezano comandou o BNDES entre 2019 e 2023, período em que a instituição desempenhou papel importante em financiamentos de infraestrutura e desenvolvimento econômico, além de ser figura próxima ao núcleo político que governou o país naquele ciclo.

Adolfo Sachsida, por sua vez, além de ter sido ministro de Minas e Energia, também teve posições de destaque na equipe econômica do governo anterior, inclusive como secretário de Política Econômica no Ministério da Economia, o que lhe confere experiência em formulação de políticas fiscais e macroeconômicas.

Significado político e eleitoral

A articulação de uma equipe econômica com nomes de peso pode ter dois impactos principais na disputa presidencial:

  1. Reforço de credibilidade junto ao mercado: A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro enfrentou ceticismo inicial entre investidores e analistas financeiros, inclusive refletido em fortes oscilações nos mercados após o anúncio de sua intenção de concorrer. A inclusão de profissionais com histórico em cargos estratégicos serve para demonstrar compromisso com uma agenda econômica estável e pragmática, focada em equilíbrio fiscal e redução de juros — pontos valorizados por investidores institucionais e pelo mercado financeiro em geral.
  2. Ganho eleitoral em um tema sensível ao eleitorado: Em um cenário de eleições acirradas, a economia costuma ser um dos principais temas de debate entre os eleitores. Apresentar um time com experiência pode ajudar a contrapor narrativas de insegurança sobre a capacidade de governo, mostrando que há um grupo de conselheiros preparado para enfrentar desafios como inflação, crescimento econômico e investimentos.

Impactos para o mercado de investidores

Para o mercado financeiro brasileiro, a entrada de nomes técnicos no entorno de uma campanha presidencial é vista como uma tentativa de reduzir a incerteza política — um fator que normalmente pesa sobre ativos como ações e moedas. A presença de figuras conhecidas pode sinalizar uma visão mais alinhada com políticas pró-mercado e com disciplina fiscal, o que tende a ser recebido com mais calma por setores que fazem aportes de longo prazo.

Ao mesmo tempo, o fato de ainda não haver um “líder de discurso econômico” com o mesmo poder de atração que um Paulo Guedes — o economista que teve papel chave na campanha de 2018 — indica que a equipe ainda está em construção e deve trabalhar para traduzir sua experiência técnica em uma narrativa eleitoral convincente.

Em resumo, a movimentação para montar uma equipe econômica com nomes como Montezano e Sachsida é uma estratégia clara para fortalecer a credibilidade de Flávio Bolsonaro tanto no plano político quanto no financeiro, tentando atrair eleitores preocupados com a economia e investidores que buscam sinais de estabilidade e previsibilidade em um possível governo futuro.

Da redação

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