Apresentador afirma que investigações sobre Lulinha podem atingir diretamente o presidente
Nesta sexta-feira (27), no programa Alive, transmitido no YouTube, o jornalista Cláudio Dantas afirmou que o avanço das investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula pode atingir diretamente o petista.
“Se pegar o filho do Lula, pega o Lula”, declarou o apresentador ao comentar a decisão da CPMI do INSS que aprovou a quebra de sigilos bancário e fiscal de Lulinha.
Dantas disse que grandes investigações costumam avançar a partir de detalhes. “Você não pega o grande bandido pelo grande golpe, mas no detalhe ali”, afirmou, citando o caso da Lava Jato.
O jornalista também destacou a atuação do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, e disse que é “importante o Coaf continuar atuando” nas investigações.
Escândalo do INSS e Banco Master
Durante o programa, Dantas afirmou que o caso não se limita à CPMI do INSS. Segundo ele, há relatos sobre a presença de Lulinha na empresa Fictor, que teria ligação com o Banco Master.
Ele declarou que “a tendência do escândalo do Master é se fundir com o escândalo do INSS”.
A CPMI também aprovou a quebra de sigilo de investigados ligados ao núcleo do caso, incluindo nomes associados a operações com consignados. A Polícia Federal já estaria cruzando dados bancários de Lulinha para verificar eventual conexão com o esquema.
“Janela de oportunidade”
Ao analisar pesquisa do Instituto Paraná, Dantas afirmou que o cenário abre espaço para reorganização da direita. Segundo ele, há uma “janela enorme de oportunidade” diante do que classificou como fragilização política do presidente.
Ele criticou disputas internas entre possíveis presidenciáveis e disse que “é o momento para se avançar numa investigação contra o filho do Lula”.
Dantas questionou se o presidente manterá o discurso de que, “se tiver alguma coisa, vai pagar o preço”, caso surjam provas a partir das quebras de sigilo.
Pressão e bastidores
A advogada Carol Sponza afirmou que a quebra de sigilo foi autorizada por André Mendonça ainda em janeiro, a pedido da Polícia Federal, e que o caso está sob sigilo.
Segundo ela, o Planalto tentou ter acesso às informações. “O Planalto tentou ter acesso”, disse.
Sponza afirmou que, uma vez disponibilizadas as provas à Polícia Federal, informações podem chegar à imprensa e fortalecer os trabalhos da CPMI.
Ela também avaliou que o caso pode impactar a popularidade do presidente e disse que a oposição precisa compreender o momento político.
O analista Ary Alcântara afirmou que as investigações indicam possível articulação de Lulinha como lobista. Segundo ele, esquemas dessa natureza costumam ser desvendados por detalhes financeiros.
Alcântara questionou: “Como que o filho do presidente pode gerar uma rede de tráfico de influências?”. Ele também indagou qual seria a capacidade de influência do empresário e como teria formado seu patrimônio.
Para o analista, o caso envolve possível tráfico de influência e advocacia administrativa, o que exigiria apuração ampla. Ele questionou ainda: “Onde está os 50 bilhões do Masters?”.
As investigações seguem sob sigilo no Supremo Tribunal Federal e no âmbito da CPMI do INSS.
Assista ao programa ao vivo
Blog do Cláudio Dantas




