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Por que a esquerda radical mente tanto?

Disseram que Flávio Bolsonaro vai tirar de Nossa Senhora Aparecida o título oficial de padroeira do Brasil, vai acabar com a Previdência, com o Bolsa Família, com o Pix, com o 13.º salário, com as férias, com a CLT, com o Farmácia Popular. Que vai privatizar a Petrobras, a Caixa Econômica Federal e o SUS; que vai impor jornada de trabalho de 12 horas por dia, que o litro da gasolina vai a R$ 15; e, claro, que vai dar golpe de Estado. Fizeram vídeos falsos com inteligência artificial em que Flávio anunciava cortes em pensões, no 13.º salário e no Pé-de-Meia; outro vídeo falso colocava Flávio falando em “criar um auxílio sacolão de osso”.

Lula disse que “o Brasil só voltou a crescer acima de 2% quando eu voltei à Presidência” É mentira: o PIB brasileiro cresceu acima de 3% em 2011, durante o governo Dilma, e também em 2021 e 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro. A checagem também registrou que o crescimento do PIB em 2025 foi de 2,3%, e não de 3%, como Lula afirmou.

O presidente petista também afirmou: “eu não conheço essa moça, nunca vi essa moça na minha vida”, referindo-se à lobista Roberta Luchsinger, sócia e muito amiga de seu filho Lulinha. Mas as fotografias dos dois juntos estão aí para quem quiser ver.

Em 2022, Lula afirmou que, “se eleito, serei presidente de um mandato só”. Também prometeu que acabaria com os sigilos e com indicações políticas de amigos ao STF. Um festival de mentiras. Mas talvez a mais famosa de todas seja essa: “eu cansei de viajar o mundo falando mal do Brasil, gente! Era bonito a gente viajar o mundo e falar: ‘No Brasil tem 30 milhões de crianças de rua’”.

“Esquerdistas radicais mentem tanto porque são extremistas, e os extremistas mentem sistematicamente. Eles pensam que o outro lado é o mal absoluto e, portanto, contra ele vale tudo”

Não se trata de “casos isolados”. É um fenômeno tamanho, difuso e sistêmico. Então, por que esquerdistas radicais mentem tanto?

Primeiro, porque são extremistas, e os extremistas mentem sistematicamente – tanto os comunistas, quanto os fascistas. Eles pensam que o outro lado é o mal absoluto e, portanto, contra ele vale tudo. Lembro que não estamos falando de uma esquerda social-democrata moderada, mas de marxismo.

É a racionalidade instrumental (baseada nos fins) contra a axiológica (baseada nos princípios). Aquilo que Max Weber chama de Zweckrationalität e Wertrationalität, Max Horkheimer chama de “razão instrumental” e “objetiva”. De forma similar, Jürgen Habermas opõe à razão instrumental uma racionalidade voltada ao entendimento mútuo, em que as pessoas se confrontam e podem ser criticadas para chegar a uma deliberação melhor.

Há toda uma tradição de marxistas “maquiavélicos”. Saul Alinsky, na obra Rules for radicals, alega que “os fins justificam quase todos os meios”. Seu livro é um guia prático de como fazer militância marxista, mentindo, boicotando, manipulando, criando conflitos sociais que não existem (nas mesmas palavras do autor), instigando a revolução etc. Outra máxima dele é “escolha o alvo (…), personalize-o e polarize-o”. É um manual radical que influenciou a esquerda norte-americana, inclusive Hillary Clinton e Barack Obama.

A segunda razão é psicológica. Há vários estudos acadêmicos que mostram uma correlação empírica negativa entre marxismo, bem-estar mental e satisfação de vida, como Napier & Jost (2008), Kirkegaard (2020), Schaffner et al. (2025) e Hu & Kirkegaard (2026). O mais famoso deles (Gimbrione, 2022) mostra que adolescentes esquerdistas (especialmente meninas) apresentaram maiores e crescentes níveis de depressão, baixa autoestima e autoderrogação em comparação com republicanos. A divergência se intensificou após 2010.

A terceira razão é a causa coletiva. Alguns experimentos sociais mostram que as pessoas trapaceiam mais quando acham que estão agindo em prol de uma causa geral benevolente – mais que quando está em jogo um ganho individual para eles próprios.

Eu juro que me esforço, tento, trabalho meus vieses, leio análises do outro lado, procuro mentiras sistêmicas vindas da campanha de Flávio e de seus apoiadores (e não achei), mas fica sempre mais difícil. Essa esquerda é extremista, tem correlação com baixa saúde mental e se autojustifica com supostas causas coletivas. Para eles, os fins justificam os meios, o socialismo justifica as mentiras. Se do outro lado tivéssemos fascistas de verdade, como insiste o PT, veríamos a mesma coisa vindo do lado deles. Como não vemos, tire as suas conclusões.

Gazeta do Povo por Adriano Gianturco

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