PGR cobra de governadores informações sobre situação de hospitais de campanha

Leitos em hospital de campanha em Belo Horizonte Foto: CNN (13.jul.2020)

Dados podem eventualmente abastecer futuras investigações do fechamento de hospitais de campanha em meio ao agravamento da pandemia no país

Procuradoria-Geral da República (PGR) cobrou dos governadores de todos os estados e do Distrito Federal informações sobre a situação dos hospitais de campanha destinados ao tratamento de pacientes com o novo coronavírus.

O pedido é feito em meio ao agravamento da pandemia, com o aumento do número de mortes em decorrência da doença e da superlotação nos hospitais da maioria das regiões do país, com a falta de leitos de unidades de tratamento intensivo para o atendimento de pacientes.

O ofício é assinado pela subprocuradora-geral da República Lindôra Maria Araújo, que integra o Gabinete Integrado de Acompanhamento da Epidemia do Coronavírus da PGR. O órgão foi criado há exatamente um ano pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, e atua de forma preventiva, extrajudicial e resolutiva na contenção da pandemia no âmbito do Ministério Público da União.

No ofício enviado aos governadores, a PGR quer saber quantos e quais hospitais de campanha foram construídos nos estados, quais hospitais de campanha foram construídos e não entraram em funcionamento e a data de início do atendimento aos pacientes.

A subprocuradora quer que os governadores listem ainda os hospitais de campanha que atualmente estão em funcionamento em seus Estados e, em relação aos que foram eventualmente desativados, informem a data da desativação e o motivo do fechamento.

A PGR também quer saber a destinação dada aos insumos e equipamentos que faziam parte da estrutura de eventuais hospitais de campanha que tenham sido desativados nos estados.

As respostas devem ser encaminhadas à PGR até esta sexta-feira (19). As informações colhidas podem eventualmente abastecer futuras investigações mirando o fechamento de hospitais de campanha em meio ao agravamento da pandemia no país.

Fonte: CNN

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