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O Sinal Vermelho no Planalto: Randolfe vê a Direita tomar o Senado enquanto o governo dorme

O alerta veio de dentro e não pode ser tratado como exagero retórico. O senador Randolfe Rodrigues, aliado histórico de Lula e voz experiente no Congresso, acendeu a luz amarela — quase vermelha — sobre o cenário eleitoral que se desenha para 2026 e, sobretudo, para a composição do Senado Federal a partir de 2027. O diagnóstico é claro e incômodo: a direita trabalha com método, foco e objetivo definido, enquanto o governo ainda patina entre disputas internas e uma agenda que não empolga.

Segundo Randolfe, o crescimento do nome de Flávio Bolsonaro não é um fenômeno isolado, mas parte de uma estratégia mais ampla. A direita já entendeu que o verdadeiro centro de poder institucional não está apenas no Palácio do Planalto, mas no Senado Federal — a Casa que julga ministros do Supremo, aprova autoridades-chave e pode funcionar como barreira ou trampolim para qualquer governo. Ter maioria no Senado em 2027 é o grande projeto do campo conservador, e ele está em curso.

O problema para Lula é que o alerta de Randolfe escancara uma fragilidade política: o governo parece mais preocupado em administrar crises internas, acomodar aliados e manter uma base frágil do que em construir uma narrativa forte para o eleitorado que decide eleições senatoriais — tradicionalmente mais conservador, mais crítico e menos suscetível a discursos ideológicos. Enquanto isso, a direita ocupa o espaço com discurso simples, direto e foco institucional.

O crescimento de Flávio Bolsonaro simboliza mais do que a força de um sobrenome. Representa a capacidade do bolsonarismo de se reorganizar, abandonar o improviso e investir em poder estrutural. Se a direita conquistar maioria no Senado, Lula pode até vencer eleições, mas governará sob constante cerco político e institucional, com pautas travadas e ameaças permanentes.

O recado de Randolfe não é apenas eleitoral, é estratégico. Ignorá-lo pode custar caro. A história recente mostra que governos que subestimam o Senado acabam reféns dele. Se o Planalto continuar tratando 2026 como uma disputa apenas presidencial, pode acordar em 2027 com um mandato esvaziado e um Congresso hostil — eleito com método, silêncio e antecedência.

Quem viver, verá…

**Poliglota é jornalista e Editor-chefe do Portal Opinião Brasília

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