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Nikolas Ferreira toca no nervo da questão

**Por Rodrigo Constantino – Gazeta do Povo

Se o Nikolas Ferreira imitasse foca e tivesse feito o L, ele poderia puxar da cartola a música de Britney Spears e cantar: “Oops, I did it again”. Mas o deputado conservador é humilde demais para tanto. O fato é que o novo vídeo de Nikolas, sobre a necessidade de uma ampla anistia aos presos do 8 de janeiro, já atingiu dezenas de milhões de visualizações e aponta na direção daquele outro sobre o Pix lulista. Um fenômeno!

Não é para menos. Em poucos minutos, Nikolas resumiu com perfeição onde reside o grande problema dessas condenações: em seu caráter de vingança partidária, nas punições excessivas, descabidas e injustas, especialmente quando se compara com atos de vandalismo da própria esquerda, que resultaram em… zero prisões!

Para encaixar os atos do 8 de janeiro numa narrativa forçada de tentativa de golpe armado orquestrado por Jair Bolsonaro, o STF foi longe demais e atropelou pessoas de carne e osso, destruindo vidas – jamais vamos esquecer do Clezão!

O deputado começa o vídeo falando de Rosa Parks, símbolo do movimento civil ao se recusar a sair de seu lugar num ônibus, quando o racismo era institucionalizado na América. Martin Luther King pegou dali e ajudou a criar uma enorme comoção que resultou no fim dessas injustiças. Débora, a cabeleireira do batom, virou esse símbolo da luta por justiça no Brasil de hoje.

Qualquer pessoa decente e com empatia pode facilmente entender que não é mais uma questão “bolsonarista”, mas sim humanitária. Não é uma disputa entre direita ou esquerda, mas entre direito e arbítrio. E não há concessões pontuais capazes de sinalizar um recuo sincero do sistema: o clima de perseguição já está escancarado, e qualquer mudança cosmética agora será “pouco demais, tarde demais”.

É preciso aprovar uma anistia ampla para se fazer justiça. Não faz qualquer sentido condenar a anos de prisão uma dona de casa “armada” de batom, um vendedor de bandeiras, outro de pipoca e mais um de pirulitos. Para encaixar os atos do 8 de janeiro numa narrativa forçada de tentativa de golpe armado orquestrado por Jair Bolsonaro, o STF foi longe demais e atropelou pessoas de carne e osso, destruindo vidas – jamais vamos esquecer do Clezão!

Enquanto o imitador de focas que fez o L está preocupado em alimentar sua vaidade narcísica, lançando-se candidato a presidente de forma farsesca, Nikolas Ferreira luta por Justiça e Liberdade. São dois extremos da rapaziada mais jovem na política, e só mesmo um “isentão” petista poderia ficar indiferente a ambos e condenar essa “polarização”. Não há sequer base de comparação. A história sabe quem está do lado certo. E milhões de brasileiros também. Por isso têm a obrigação moral de lotar a Av. Paulista neste domingo, clamando por Justiça!

Rodrigo Constantino: Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

**Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.

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