O que começou como uma simples participação especial de Miguel Falabela num evento cultural em São Paulo acabou se transformando em um inesperado embate político com o governador Tarcísio de Freitas. Durante a abertura da Mostra Paulista de Artes, Falabela, convidado para discursar sobre o papel da cultura na sociedade, aproveitou os holofotes para criticar duramente as políticas do governo estadual, afirmando que a cultura estava sendo asfixiada por uma administração que despreza a arte e idolatra a ignorância.
A plateia, majoritariamente ligada ao meio artístico, aplaudiu de pé. Falabela continuou. Não é possível que em pleno 2025 ainda tenhamos que implorar por editais, por espaços públicos, por respeito aos nossos artistas. O atual governo só aparece quando é para inaugurar ponte ou cortar verba de teatro. Estamos sendo governados por tecnocratas que olham para números, mas não para pessoas.
A fala naturalmente se espalhou rapidamente pelas redes sociais, chegando aos ouvidos do próprio Tarcísio de Freitas no mesmo dia, e ele não deixou passar. Na manhã seguinte, durante a inauguração de uma escola técnica na zona leste, Tarcísio respondeu de forma direta, sem citar nomes, mas deixando claro o alvo.
Tem gente que viveu a vida inteira com dinheiro público no bolso e agora vem falar de respeito. Nós respeitamos sim a cultura, a verdadeira cultura que dialoga com a população, que educa, que transforma. O tempo do teatro de elite sustentado por impostos de quem acorda às 5 da manhã para trabalhar acabou. A resposta repercutiu ainda mais que a fala inicial de Falabela.
Enquanto muitos elogiaram a firmeza do governador, apontando que ele defende uma cultura acessível e descentralizada, outros viram, nas palavras de Tarcísio, um ataque à classe artística e um reforço da divisão entre povo e intelectualidade. A troca de farpas entre Miguel Falabela e Tarcísio de Freitas ganhou proporção nacional quando o ator foi convidado a comentar a resposta do governador em uma entrevista ao vivo em um programa matinal.
Visivelmente incomodado, Falabela não hesitou. É curioso ouvir esse discurso de teatro de elite vindo de alguém que nunca pisou num palco. A arte não é privilégio, é direito. E se o governador acredita que cultura é apenas aquilo que rende aplausos em inauguração de obra pública, lamento.
Ele não entendeu nada do que é servir ao povo. A fala inflamou novamente as redes sociais. Figuras do meio artístico como Marieta Severo, Gregório do Vivier e Fernanda Torres saíram em defesa de falabela dizendo que a arte está sob ataque de governos tecnocráticos. Hashtags como Tis Cultura Resiste e Miguel Falabela entraram nos trending topics, enquanto apoiadores do governador reagiam com porte e cultura com responsabilidade e port falabela hipócrita.
Diante da comoção, Tarcísio convocou uma coletiva de imprensa e decidiu ser ainda mais direto. Sem rodeios, disparou. Eu não fui eleito para agradar atores da Globo. Eu fui eleito para resolver problemas reais. Se o Senr. Miguel Falabela está tão incomodado, que abra a mão do privilégio do proAC, que viva a realidade do cidadão comum e que pare de menosprezar o esforço de quem constrói um estado com trabalho, não com monólogo.
A coletiva foi transmitida ao vivo e o tom firme de Tarcísio arrancou elogios até de figuras fora do campo conservador. O governador foi visto por muitos como alguém que finalmente rompeu com a obrigação de reverência à classe artística, que, segundo ele, há muito tempo se acha intocável. Já os defensores de Falabela acusaram o governo de perseguição ideológica e autoritarismo disfarçado de gestão técnica.
Um grupo de artistas chegou a organizar um protesto em frente à Secretaria de Cultura com faixas que diziam: “Governar é também promover arte”. E sem cultura, o povo morre em silêncio. Nos dias seguintes, o embate entre Tarcísio de Freitas e Miguel Falabela deixou de ser apenas uma discussão sobre cultura e virou símbolo de algo maior, o choque direto entre a gestão técnica de um Brasil emergente e a velha elite cultural, que se sente deslocada em um novo cenário.
Tarcísio, com seu estilo contido e pragmático, continuou a investir em agendas populares, como a expansão de escolas técnicas, mutirões de saúde e obras de infraestrutura nas periferias. Em cada discurso, aproveitava para alfinetar com elegância estratégica. Enquanto alguns se ofendem porque não financiam espetáculos para meia dúzia, nós estamos colocando água encanada onde nunca chegou.
Cultura é essencial, sim, mas ela precisa deixar de ser caveiar e virar arroz com feijão. Nos bastidores aliados de Tarcísio diziam que a fala era calculada para consolidar seu perfil de gestor, que rompe com o elitismo cultural da esquerda. E a estratégia funcionava. Pesquisas internas mostravam que sua aprovação aumentava principalmente entre eleitores de classemédia e baixa, que se identificavam com o discurso de meritocracia e eficiência.
Do outro lado, Miguel Falabela não recuava. Em uma live com artistas e intelectuais, ele desabafou. Isso não é sobre verba, é sobre visão de mundo. Quando a arte é vista como inimiga, é porque o pensamento crítico incomoda. Estão nos empurrando de volta para os porões. O Brasil está se tornando um lugar onde governar é construir, mas sem alma.
A frase viralizou entre acadêmicos, professores e jornalistas, reacendendo o debate sobre o papel da arte em tempos de polarização. Falabela se transformou, mesmo sem querer, em porta-voz da classe artística indignada, enquanto Tarcísio consolidava-se como símbolo de um Brasil que quer resultado, não discurso.
Enquanto isso, veículos de imprensa tentavam mediar a tensão, mas a divisão era clara. Colunistas de esquerda acusavam o governador de querer desmontar a cultura como Bolsonaro fizera, enquanto colunistas conservadores exaltavam sua coragem de colocar a cultura no seu devido lugar, a serviço do povo e não da vaidade intelectual.
A tensão entre Tarcísio de Freitas e Miguel Falabela chegou ao seu ápice durante um debate promovido por uma universidade privada de São Paulo. O evento, inicialmente voltado à discussão sobre políticas públicas culturais, rapidamente se tornou o palco da colisão final entre os dois protagonistas desse embate nacional.
Tarcísio foi convidado como representante do governo paulista, enquanto Falabela foi incluído a pedido dos organizadores por ser, naquele momento, o principal porta-voz da ala artística crítica à atual gestão. Logo na primeira fala, Miguel disparou: “Não se governa um estado como se administra uma planilha.
Cultura não é número, é identidade. E sem identidade, o povo se torna apenas massa de manobra. Mas Tarcísio não se intimidou. Quando chegou sua vez, foi direto ao ponto. O povo brasileiro está cansado de discursos que falam em nome dele sem nunca tê-lo escutado. Eu vou aos bairros. Eu vejo a mãe que não tem creche, o pai que pega trem lotado e ainda paga imposto para financiar peça com meia dúzia de gente na plateia.
Isso não é cultura popular, isso é privilégio disfarçado de sensibilidade. A plateia ficou dividida. A ala universitária aplaudia falabela enquanto o público popular e técnico presente reagia com entusiasmo às falas de Tarcísio. Em um momento simbólico, quando perguntado sobre o papel do Estado na cultura, o governador respondeu: “O Estado deve apoiar o que é acessível, o que transforma a base, o que toca o povo, não o que agrada bolhas de elite que aplaudem a si mesmas”.
O debate viralizou imediatamente. Sites de notícia, influenciadores e comentaristas políticos se dividiram. Para muitos, Tarcísio representava uma nova postura na política cultural, sem medo de confrontar os donos do microfone, sem ceder ao patrulhamento ideológico de artistas consagrados. Já para os opositores, ele era o símbolo de um governo que queria calibrar a arte segundo critérios de aprovação popular.
O que, segundo eles, era uma ameaça à liberdade de criação. Minha opinião, o embate entre Tarcísio e Miguel Falabela foi mais do que uma divergência de ideias, foi um retrato do Brasil atual. De um lado, a velha elite artística, que se acostumou a ditar o que é cultura, como se apenas ela tivesse sensibilidade.
Do outro, um gestor que entende que o dinheiro público precisa gerar resultado e que cultura não pode ser refém de ideologia, nem de panelinha. Cultura não é monopólio de ator global. Cultura é a música no metrô, o teatro na periferia, a biblioteca na escola técnica. É possível apoiar a arte sem financiar arrogância. É possível fomentar cultura sem pisar na fé, nos valores ou no povo.
E nesse embate, a verdade é clara. Tarcísio representou o Brasil real, o que acorda cedo, paga imposto e cansou de aplaudir quem nunca o respeitou.
Fonte: News2





