“A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe”, diz petista
Lula condenou neste sábado, 3, a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro. Em nota publicada nas redes sociais, sem citar diretamente o nome de Maduro, o petista afirmou que “os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável”.
“Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.
Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”.
Disse ainda que “a condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões”.
“A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz.
A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.”
Maduro capturado
Como noticiamos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado que forças americanas capturaram Maduro e sua esposa após um ataque militar à Venezuela.
Em publicação na rede Truth Social, Trump disse que “os EUA realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e retirado do país de avião, juntamente com sua esposa”.
O presidente americano disse ainda que dará mais detalhes em uma coletiva marcada para as 13h, horário de Brasília.
A secretária de Justiça dos EUA, Pam Bondi, informou que Maduro e Cilia Flores foram indiciados no distrito sul de Nova York por acusações que incluem conspiração para narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de armamentos e dispositivos explosivos.
Já o vice-secretário de Estado, Christopher Landau, afirmou que Maduro “finalmente enfrentará a justiça por seus crimes”.
Na Venezuela, autoridades dizem desconhecer o paradeiro do ditador.
Em áudio divulgado pela TV estatal, a vice-presidente Delcy Rodríguez exigiu “prova imediata de vida” de Maduro e da primeira-dama.
O procurador-geral Tarek William Saab também condenou os ataques, enquanto o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, afirmou que o país resistirá à presença de tropas estrangeiras.
O Antagonista





