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E agora Motta? Obstrução da oposição complica seu mandato

Hugo Motta, presidente da Câmara Fedral, não imaginava que sua trajetória no comando da Casa poderia ser complicado. Mas se enganou

A Oposição, sedenta de justiça, derrubou a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na Câmara dos Deputados.

Hoje, 1º de Abril e que não é uma mentira, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e deputados se reuniram na casa do líder da Oposição na Câmara dos Deputados, Luciano Zucco (PL-RS), para traçar estratégias em prol do andamento do projeto de lei da anistia aos condenados do 8 de Janeiro.

Os congressistas decidiram manter a obstrução nas comissões e no plenário para pressionar pela votação do projeto com urgência. O movimento de obstrução começou na semana em que Bolsonaro se tornou réu pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

A reunião foi realizada no apartamento funcional de Zucco. O vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), e a líder da Minoria, Caroline De Toni (PL-SC), participaram do encontro com Bolsonaro.

Sóstenes espera por uma reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para falar do assunto. O líder do PL havia dito que Motta se reuniria com os partidos favoráveis à votação do projeto nesta 3ª feira (1º.abr), mas o encontro ainda não tem hora para ser realizado.

CONDENADOS

Os deputados da oposição também decidiram convocar a imprensa para ouvir familiares de presos do 8 de Janeiro na 4ª feira (2.abr). O objetivo é apresentar um relatório com relatos sobre “abusos e violações de direitos” durante as prisões.

O Supremo tornou Bolsonaro réu ao aceitar a denúncia contra ele e outras 7 pessoas por tentativa de golpe de Estado em 2022. Trata-se do núcleo central da organização criminosa, do qual, segundo as investigações, partiam as principais decisões e ações de impacto social.

Estão neste grupo:

  • Jair Bolsonaro (PL), ex-presidente da República;
  • Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e deputado federal;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
    Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional);
  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e
  • Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e candidato a vice-presidente em 2022.

Não vai ser fácil para Motta controlar essa situação. Ele já declarou que não é prioridade da Casa colocar o Projeto em votação sem ouvir governo e oposição.

Não há mais para onde correr e Motta terá que pautar o Projeto de Lei. Se não o fizer, corre o risco de ter sérios problemas na sua gestão. Sua principal competência é definir a pauta de votações do Plenário e supervisionar todos os trabalhos da instituição. O Presidente da Câmara substitui o Presidente da República e integra o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional.

Não dá pra brincar com isso!!!

Aguardemos…

**Poliglota é jornalista e Editor-chefe do Portal Opinião Brasília

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