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Marconi Perillo (PSDB) recebeu R$ 14,5 mi do Banco Master

Ex-governador afirma que valores foram pagos por consultoria política privada entre 2021 e 2025 e apareceram em documentos enviados à CPI do Crime Organizado

O ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB) confirmou ter recebido R$ 14,5 milhões do Banco Master entre 2021 e 2025 por serviços de consultoria política prestados à instituição financeira. Os valores passaram a ser conhecidos após o envio de informações fiscais à CPI do Crime Organizado, instalada para investigar conexões entre agentes políticos, operadores financeiros e estruturas empresariais.

Segundo a assessoria do ex-governador, os pagamentos foram realizados por meio da empresa MV Projetos e Consultoria e corresponderam à prestação de análises estratégicas relacionadas ao ambiente político nacional. A defesa afirma que os serviços ocorreram dentro da legalidade e foram devidamente informados aos órgãos competentes.

Ainda de acordo com a equipe de Marconi, a média mensal de remuneração ficou próxima de R$ 160 mil brutos durante a vigência do contrato. Parte relevante do montante total recebido, aproximadamente R$ 7 milhões, refere-se ao encerramento antecipado do vínculo contratual em julho de 2025, período em que ele passou a direcionar esforços para sua pré-candidatura ao governo de Goiás.

O ex-governador também destacou que, desde o fim de sua gestão estadual em 2019, passou a atuar exclusivamente na iniciativa privada, sem exercer cargo público ou função administrativa. A assessoria sustenta que esse cenário afastaria qualquer hipótese de incompatibilidade institucional durante o período do contrato com o banco.

Segundo a defesa, a atuação ocorreu sob demanda e envolveu contatos técnicos e reuniões pontuais, sem participação em decisões internas da instituição financeira. O Banco Master, conforme argumentado pela equipe do ex-governador, operava regularmente durante o período da contratação.

As informações encaminhadas à CPI fazem parte de um conjunto mais amplo de documentos fiscais analisados pela comissão parlamentar. A lista inclui outros nomes ligados ao meio político e econômico que mantiveram contratos semelhantes com a instituição financeira no mesmo intervalo de tempo.

Até o momento, não há indicação formal de irregularidade atribuída diretamente ao ex-governador no âmbito das apurações relacionadas ao caso. A defesa reforça que os serviços prestados foram “lícitos, remunerados e declarados”, destacando que o vínculo ocorreu dentro das regras aplicáveis à atuação privada após o exercício de mandato público.

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