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Mesmo dividida nas urnas, segurança pública mostra força no DF com Hermeto e Roosevelt

Com dezenas de candidaturas ligadas às forças de segurança espalhando votos entre diferentes partidos, Roosevelt Vilela e Hermeto aparecem novamente no centro das atenções na disputa pela CLDF

A eleição deste domingo (4) volta a mostrar o peso político dos integrantes das forças de segurança pública do Distrito Federal. Em uma disputa marcada pela grande quantidade de candidatos e pela pulverização dos votos, dois nomes conhecidos do segmento chegaram à apuração em posição de destaque: Roosevelt Vilela (PL) (9º colocado) e Hermeto (MDB) (19º colocado) e ambos, matematicamente, reeleitos para mais um mandato na Câmara Legislativa.

Os dois deputados distritais buscaram a reeleição para um terceiro mandato na Câmara Legislativa e carregaram para as urnas trajetórias diretamente relacionadas à segurança pública.

Hermeto construiu sua carreira na Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Roosevelt é oriundo do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF).

A presença dos dois entre os nomes competitivos ganha dimensão especial diante de uma característica desta eleição: a grande quantidade de candidaturas disputando o mesmo eleitorado ligado à segurança.

Muitos candidatos para o mesmo segmento

A disputa para deputado distrital no DF foi uma das mais pulverizadas da eleição. Foram registrados 433 candidatos para apenas 24 cadeiras da Câmara Legislativa.

Entre eles estavam diversos policiais, bombeiros, militares da reserva e candidatos que fizeram da segurança pública uma de suas principais bandeiras.

Só entre nomes conhecidos desse universo apareceram Roosevelt Vilela, Hermeto, Subtenente Geraldo Alves, Capitão Aderivaldo, Jabá Arruda e outros candidatos identificados eleitoralmente com carreiras ou pautas relacionadas às forças de segurança. A própria relação oficial de candidaturas mostra esses nomes distribuídos por diferentes legendas, demonstrando que não houve concentração em uma única nominata.

Essa pulverização tornou a disputa interna particularmente difícil.

Cada nova candidatura oriunda das corporações passou a disputar não apenas votos da população em geral, mas também parte de um eleitorado formado por policiais, bombeiros, familiares e pessoas identificadas com as pautas da segurança pública.

Hermeto e Roosevelt chegaram competitivos à urna

As últimas pesquisas antes da votação já mostravam Hermeto e Roosevelt entre os nomes lembrados pelo eleitor.

Na Exata OP divulgada na sexta-feira (2), Roosevelt aparecia com 1,1% das citações espontâneas, enquanto Hermeto registrava 1%. O levantamento ouviu quatro mil pessoas entre 30 de setembro e 2 de outubro.

Roosevelt aparecia entre os dez candidatos mais citados naquele levantamento. Hermeto vinha imediatamente depois, empatado numericamente com outros nomes.

Outro levantamento da Exata OP divulgado durante a campanha também colocou os dois entre os nomes mais competitivos de suas respectivas nominatas: Roosevelt aparecia entre os principais candidatos do PL, enquanto Hermeto estava entre os destaques do MDB.

As urnas deste domingo passaram a mostrar se essa presença política seria suficiente para superar não apenas adversários de outros campos, mas também a concorrência dentro das próprias nominatas.

Dois partidos que conquistaram espaço na CLDF

Há outro componente importante nessa matemática.

Na distribuição partidária que vinha sendo indicada durante a totalização deste domingo, o PL aparece com cinco cadeiras, enquanto o MDB aparece com três.

Para Roosevelt e Hermeto, portanto, a disputa não depende somente do número absoluto de votos recebidos.

É preciso observar a posição de Roosevelt dentro da votação do PL e a posição de Hermeto dentro do MDB, além da aplicação das regras do sistema proporcional pela Justiça Eleitoral.

Esse detalhe é fundamental porque a eleição para deputado distrital funciona de maneira diferente das disputas majoritárias. Os votos recebidos pelos partidos e federações determinam inicialmente quantas cadeiras cada grupo terá direito; depois disso, a votação nominal ajuda a definir quais candidatos ocuparão essas vagas.

Segurança pública sobreviveu à pulverização

Independentemente da confirmação nominal definitiva, a eleição deixa uma constatação política relevante: a segurança pública continuou presente na disputa pela Câmara Legislativa mesmo enfrentando forte divisão interna de candidaturas.

Hermeto e Roosevelt já ocupavam cadeiras na CLDF e chegaram às urnas tentando renovar seus mandatos justamente em um cenário no qual vários candidatos buscaram representar parcelas semelhantes desse eleitorado.

Hermeto, policial militar da reserva, disputou pelo MDB. Roosevelt, ligado historicamente ao Corpo de Bombeiros, concorreu pelo PL.

Ao redor deles havia candidatos oriundos das mesmas corporações ou identificados com a área de segurança distribuídos por diferentes partidos.

O resultado ajuda a demonstrar como a votação desse segmento deixou de estar concentrada em poucos nomes.

Agora falta a confirmação nominal

A composição partidária da nova Câmara Legislativa começa a ficar definida, mas é necessário cautela antes de declarar individualmente Roosevelt Vilela e Hermeto reeleitos.

Por isso, a informação precisa ser acompanhada até a consolidação das vagas e a confirmação do órgão oficial responsável pelas eleições.

Caso Roosevelt esteja entre os cinco candidatos do PL contemplados pelas cadeiras conquistadas pela legenda e Hermeto entre os três nomes do MDB, ambos garantirão mais quatro anos na Câmara Legislativa.

Mais do que uma disputa entre partidos, o resultado mostrará quais lideranças conseguiram atravessar uma das eleições mais fragmentadas dos últimos anos para deputado distrital no Distrito Federal.

Da redação por Jorge Poliglota…

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