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Giselle Ferreira destaca rede de proteção social e ações voltadas às famílias vulneráveis do DF

A secretária de Desenvolvimento Social do Distrito Federal, Giselle Ferreira, participou nesta sexta-feira, 17 de julho, do programa Vozes da Comunidade, apresentado pelo jornalista Toni Duarte. Durante a entrevista, a gestora apresentou um panorama das políticas públicas executadas pelo Governo do Distrito Federal e destacou os avanços alcançados no atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade.

A participação da secretária mostrou que a assistência social vai muito além da transferência de recursos financeiros. Trata-se de uma ampla rede de proteção que envolve segurança alimentar, acolhimento, atendimento nos Centros de Referência de Assistência Social, inclusão produtiva e acompanhamento das pessoas que enfrentam situações de pobreza, desemprego, abandono ou rompimento de vínculos familiares.

Somente em 2025, mais de 205 mil famílias foram atendidas pelos Centros de Referência de Assistência Social — os CRAS. Essas unidades são consideradas a principal porta de entrada da população para os serviços socioassistenciais, realizando cadastros, orientações, encaminhamentos e acompanhamento familiar.

Entre os programas destacados estão o DF Social e o Cartão Gás, cada um atendendo aproximadamente 70 mil famílias. O DF Social garante o pagamento mensal de R$ 150 às famílias de baixa renda selecionadas pelos critérios do programa, enquanto o Cartão Gás ajuda na compra de um item essencial que pesa consideravelmente no orçamento doméstico.

Outro importante instrumento de combate à insegurança alimentar é o Cartão Prato Cheio, que atende cerca de 130 mil famílias no Distrito Federal. O benefício permite que os próprios responsáveis escolham os alimentos de acordo com as necessidades de cada residência, proporcionando maior autonomia e dignidade aos beneficiários.

Durante a entrevista, Giselle Ferreira também chamou atenção para os investimentos realizados na educação infantil. Segundo a secretária, em 2018 havia aproximadamente 36 mil crianças aguardando uma vaga em creches públicas ou conveniadas. Atualmente, o governo local estaria próximo de zerar essa fila, após a ampliação de vagas e de parcerias com instituições de atendimento infantil.

A expansão das creches foi apresentada não apenas como uma ação educacional, mas também como uma política de proteção às mulheres. Sem um local seguro para deixar os filhos, muitas mães são impedidas de trabalhar, buscar qualificação profissional ou desenvolver alguma atividade empreendedora.

Ao assegurar o atendimento das crianças, o Estado cria condições para que essas mulheres conquistem maior independência financeira e retornem ao mercado de trabalho. Essa integração demonstra que uma política social eficiente não pode enxergar os problemas de forma isolada: creche, emprego, renda, alimentação e proteção familiar estão diretamente ligados.

A secretária também mencionou a valorização da economia local por meio da produção dos uniformes escolares em empresas e confecções do próprio Distrito Federal. A medida movimenta o comércio, gera empregos e cria oportunidades para mulheres que atuam na costura e em pequenos empreendimentos.

Outro desafio apresentado é a ampliação do ensino em tempo integral. Com a redução da demanda reprimida por creches, o governo pretende avançar na oferta de escolas onde os estudantes possam permanecer durante todo o dia, conciliando as disciplinas tradicionais com atividades culturais, esportivas e pedagógicas.

A atuação da Secretaria de Desenvolvimento Social também alcança a população em situação de rua. As equipes realizam abordagens, identificam necessidades e oferecem encaminhamentos para acolhimento, saúde, documentação, qualificação profissional e acesso a programas sociais. Esse trabalho exige integração entre diferentes órgãos do governo e não pode ser reduzido apenas à retirada de pessoas instaladas em áreas públicas.

A entrevista de Giselle Ferreira ao Vozes da Comunidade serviu para aproximar as ações do governo da população e explicar como funcionam programas que, muitas vezes, são conhecidos apenas pelo nome. Mais do que divulgar números, a secretária procurou demonstrar que por trás de cada benefício existe uma família enfrentando dificuldades e procurando uma oportunidade para reconstruir a própria vida.

O grande desafio da assistência social continua sendo garantir que os recursos cheguem corretamente a quem realmente necessita, com fiscalização, atualização dos cadastros e atendimento humanizado. Programas de transferência de renda são fundamentais para enfrentar situações emergenciais, mas devem estar acompanhados de políticas que ofereçam educação, qualificação, emprego e autonomia.

Nesse sentido, as ações apresentadas mostram uma Secretaria de Desenvolvimento Social presente nas comunidades e responsável por uma das áreas mais sensíveis da administração pública. Afinal, combater a pobreza não significa apenas entregar um benefício mensal, mas criar caminhos para que as famílias recuperem a dignidade e, gradativamente, deixem de depender da ajuda permanente do Estado.

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