Celular-bomba e ligações políticas podem virar o jogo no escândalo do Banco Master. Basta a PF acessar o aparelho
Ao ser questionado sobre quantas vezes conversou com Ibaneis Rocha e se o governador teria ido à sua casa, Vorcaro respondeu que houve “poucas oportunidades” e que Ibaneis foi à sua residência “uma vez”, além de encontros em “conversas institucionais”. Em seguida, diante da pergunta sobre quais políticos frequentavam sua casa, disse não conseguir “nominar” as pessoas.
Como alguém não se lembra de quem frequentava sua casa para “conversas institucionais”?
O colunista Robson Bonin ironizou o depoimento e sugeriu que a “amnésia” seria, no mínimo, conveniente. A falta de nomes — justamente quando o assunto envolve encontros privados com autoridades — acende suspeitas.
Bonin ainda comentou que “essa casa de papel do Master” estaria “escondendo muita gente”, indicando que, na visão dele, o caso não se resumiria a relações episódicas ou protocolares.
Qual seria o “método” por trás das relações do Master, segundo Bonin?
No trecho, Bonin descreve o que chama de “método” do banqueiro: contratar figuras com acesso e influência para “abrir portas”em Brasília, com “contratos milionários de consultoria” envolvendo personagens ligados aos Três Poderes. Ele afirma que há histórias “ainda sendo apuradas” e diz que mais gente poderia aparecer.
O que pode mudar o rumo da investigação, na visão do colunista?
Bonin diz que o interesse central dos investigadores seria fazer Vorcaro “verbalizar” quem eram os contratados e quais autoridades circularam nesse entorno. Ele cita ainda a expectativa sobre o conteúdo do celular de Vorcaro, chamado por ele de “celular-bomba”, sugerindo que, se a Polícia Federal conseguir acessar o aparelho, pode haver novos desdobramentos.
No encerramento, o colunista usa uma expressão de impacto: se o celular revelar o que se espera, “a cobra vai fumar” — frase que resume o tom do comentário: há mais coisa por vir, e o depoimento evasivo seria apenas um sinal disso.
Com informações de Veja





