Veículos de comunicação, inclusive de Goiás, dão como certo um possível apoio do “Bolsonarismo” a candidatura do inelegível José Roberto Arruda
Ou não conhecem o DF ou não conhecem o Bolsonarismo!
A aliança formada em torno de Celina Leão para o governo do DF se deu ainda no primeiro para o segundo ano da gestão do reeleito Ibaneis Rocha (MDB-DF). Depois, só se consolidou.
Até então, 12 partidos liderados por Ibaneis Rocha haviam firmado acordo e decidido que o caminho a ser seguido seria a continuidade do trabalho já feito na primeira gestão (2019-2022). Porém, a coisa mudou com o possível rompimento do MDB, anunciado em redes sociais por Ibaneis Rocha, por não concordar com as decisões práticas e necessárias de Celina Leão, atual governadora. A resposta dos aliados ao grupo de Celina foi imediata: “O grupo é forte, tem 11 partidos de sustentação na coalizão (Progressistas, PL, Republicanos, Podemos, Cidadania, Mobiliza, Democratas, Partido da Causa Operária (PCO) / Democracia Cristã (DC), Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) e Agir) e tem plena capacidade de seguir o projeto sem o MDB. Eleição não é submissão”, disse uma alta fonte ligada à cúpula do grupo.
No entanto surgiu pelo caminho o Banco Master. O clima pesou, as evidências foram surgindo, mas Celina Leão, atual governadora, após a saída de Ibaneis para concorrer a uma cadeira no Senado Federal permaneceu firme, honrando seu papel e cumprindo sua palavra.
A ideia de que Michelle Bolsonaro (PL-DF), candidata a uma das vagas no senado pelo DF, possa a vir apoiar o inelegível Arruda só pode mesmo partir de pessoas que desconhecem a política Candanga, são pagos para disseminar isso e não tem mesmo o que produzir em seus jornalecos. A ojeriza de Michelle a Ibaneis pode até ser grande, mas em relação a Arruda é totalmente 100%. Ibaneis escolheu estar fora! Que arque com as consequências ao quebrar sua fidelidade e palavra.
Hilariamente, ventilar-se uma chapa composta por Arruda governador, Izalci como vice e Michelle e Bia como senadoras é sinal que essa “Turma” precisa mesmo garimpar suas fontes e vir dar uns passeios de fim de semana na Capital da República.
Carmen Lúcia bota o primeiro freio nas pretensões de Arruda
Cármen Lúcia é relatora da ADI aberta pelo partido Rede Sustentabilidade no mesmo dia em que a nova legislação foi sancionada, em 30 de setembro do ano passado, sob a Lei da Ficha Limpa.
O voto da ministra Cármen Lúcia agora a pouco significa, na prática, que ela defendeu a volta das regras mais rígidas da Lei da Ficha Limpa, derrubando as mudanças aprovadas pelo Congresso em 2025 que reduziram o tempo de inelegibilidade de políticos condenados.
A ministra entendeu que a flexibilização representou um “patente retrocesso” no combate à corrupção e na proteção da moralidade pública. Segundo ela, permitir que políticos condenados retornem mais rapidamente às eleições enfraquece os princípios constitucionais da probidade administrativa e da ética no exercício de cargos públicos.
Na prática, o que estava em discussão era uma mudança importante:
Antes da alteração, um político condenado podia ficar inelegível por períodos mais longos, porque o prazo de 8 anos começava após o cumprimento da pena.
Com a flexibilização aprovada pelo Congresso, foi criado um limite máximo de 12 anos de inelegibilidade, mesmo em casos de múltiplas condenações.
O voto de Cármen Lúcia busca restaurar o modelo original da Ficha Limpa, considerado mais duro contra políticos condenados. Se a maioria do STF acompanhar a relatora, e pela moralidade devem acompanhar, as mudanças feitas pelo Congresso serão anuladas. Ou seja, os condenados continuarão inelegíveis.
A decisão pode, e vai, impactar diretamente políticos que tentavam voltar a disputar eleições com base nas novas regras, como Eduardo Cunha, Anthony Garotinho, José Roberto Arruda e Sérgio Cabral.
O julgamento ocorre no plenário virtual do STF e os demais ministros têm até 29 de maio para votar.
O Brasil precisa mudar e provavelmente os ministros do STF entenderão o recado!
Fazer o quê????
Da redação por Jorge Poliglota…



