Os números mais recentes da pesquisa divulgada pelo instituto Meio/Ideia acenderam um sinal vermelho dentro do Palácio do Planalto. A queda constante na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já preocupa aliados e estrategistas políticos, especialmente diante da perspectiva de uma disputa pela reeleição. Perder para Flávio Bolsonaro seria o fim
Segundo o levantamento divulgado nesta quarta-feira (11), 50,5% dos brasileiros desaprovam o trabalho do presidente, enquanto apenas 47,2% afirmam aprová-lo. Outros 2,3% disseram não saber ou preferiram não responder. O dado mais sensível para o governo, no entanto, aparece quando os entrevistados são questionados sobre o futuro político de Lula.
De acordo com a pesquisa, 50,6% da população acredita que Lula não merece continuar no cargo após o fim do atual mandato, enquanto 46,7% defendem sua permanência. Outros 2,7% não souberam opinar. Na prática, o resultado mostra que mais da metade dos brasileiros já rejeita a possibilidade de continuidade do atual governo, um cenário extremamente delicado para qualquer projeto de reeleição.
Nos bastidores de Brasília, a avaliação é que o governo enfrenta um problema crescente: a dificuldade de transformar promessas de campanha em entregas concretas. Passado um período significativo desde o início do mandato, parte expressiva da população ainda não percebe resultados claros nas áreas que foram centrais durante o discurso eleitoral.
Essa percepção tem sido refletida nas pesquisas de opinião. A cada novo levantamento divulgado, cresce a sensação de desgaste político e de frustração entre eleitores que esperavam mudanças mais rápidas ou políticas públicas mais eficazes.
Analistas políticos avaliam que, se essa tendência continuar, o projeto de reeleição de Lula pode enfrentar obstáculos cada vez maiores. A rejeição acima dos 50% é tradicionalmente considerada um patamar perigoso para qualquer governante que pretende disputar um novo mandato.
A pesquisa Meio/Ideia ouviu 1.500 eleitores entre os dias 6 e 10 de março, por meio de entrevistas representativas em todo o país. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00386/2026.
Enquanto os números continuam a cair, a grande preocupação dentro do Planalto é clara: se o humor do eleitorado não mudar rapidamente, o caminho para uma eventual reeleição poderá se tornar cada vez mais estreito, talvez direcionado para onde menos se espera…
Veja os gráficos:

**Poliglota é jornalista e Editor-chefe do Portal Opinião Brasília




