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Gim e Arruda: A luta pela sobrevivência política

Qual é a tua eleitor? Arruda e Gim de novo?

Costumo dizer, e sigo as regras, de que quem escolhe seus governantes é o povo! Portanto, cada povo tem o governo que merece

Vamos falar de José Roberto Arruda e Gim Argelo. Dois políticos que lutam para ressurgir no cenário candango e que encontram nas suas trajetórias marcas do passado que hoje são impedimentos jurídicos quase intransponíveis para suas pretensões.

Dois políticos que tinham tudo para conquistar o pragmatismo no Distrito Federal, porém, a mosca azul da corrupção, da roubalheira, da improbidade e da agiotagem eleitoral os levou ao declínio.

Vamos a história, pois essa é eterna e inapagável

Entre condenações e ambições, Arruda e Gim Argello tentam sobreviver politicamente no DF. Disso ninguém tem dúvidas. Eles não desistem. Mas ao mesmo tempo sabem que as barreiras serão muitas e implacáveis.

E a política do Distrito Federal volta a assistir à movimentação de dois personagens que carregam alguns dos episódios mais controversos da história recente de Brasília: De um lado o ex-governador José Roberto Arruda e do out do outo o ex-senador Gim Argello.

Ambos tentam, nos bastidores, reconstruir suas imagens e encontrar caminhos jurídicos que lhes permitam retornar ao centro do poder político local.

Mas a história escreve

Arruda teve sua trajetória marcada por sucessivos escândalos. Ex-governador do DF, tornou-se símbolo nacional do chamado “Mensalão do DEM”, revelado pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal.

O esquema expôs vídeos e denúncias envolvendo pagamento de propina a parlamentares distritais e integrantes do governo. Em uma das condenações por improbidade administrativa, Arruda teve direitos políticos suspensos e acabou atingido pela Lei da Ficha Limpa. Hoje reza para o STF flexibilizar a Lei e poderem disputar as próximas eleições como se “anjinhos injustiçados” fossem e não “anjos caídos” como são vistos.

Mas não se pode esquecer que, além disso, o ex-governador Arruda já havia carregado outro escândalo nacional nas costas: a violação do painel eletrônico do Senado Federal em 2001, episódio que o levou à renúncia do mandato de senador.

No entanto, e apesar de tudo, mesmo após tantas quedas, Arruda sempre buscou se reinventar politicamente, numa trajetória que muitos classificam como a “fênix” da política brasiliense.

Nos últimos anos, principalmente próximos a pleitos eleitorais, a situação jurídica de Arruda e GIM sempre volta a apertar. Mesmo com recursos apresentados pelas defesas para anular condenações e afastar os efeitos da inelegibilidade (nesse caso de Arruda) as resistências nos tribunais superiores é bem maior. Ainda assim, Arruda continua articulando nos bastidores e tentando manter influência no cenário eleitoral do DF. É pré-candidato, assim como foi em 2024/2018 e 2022, enganando o eleitor e sempre alijado na marca do pênalti.

Do outro lado está Gim Argello, ex-senador e ex-presidente da Câmara Legislativa do DF, cuja imagem ficou profundamente ligada à Operação Lava Jato. Preso na 28ª fase da operação, denominada “Vitória de Pirro”, Gim foi acusado de cobrar vantagens milionárias para blindar empreiteiras investigadas na CPI da Petrobras.

Em 2016, o ex-senador acabou condenado pelo então juiz Sergio Moro a quase 20 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. As investigações apontaram recebimento de propina envolvendo grandes empreiteiras e utilização de operadores financeiros para ocultação de recursos.

Mesmo após a derrocada provocada pela Lava Jato, Gim Argello jamais abandonou completamente a política. Assim como Arruda, tenta reconstruir pontes, recuperar espaço e alimentar projetos de retorno ao cenário eleitoral do Distrito Federal, mesmo que para isso tenham que subestimar a memória do eleitor brasiliense. A aproximação recente entre ambos demonstra justamente essa tentativa de sobrevivência política de figuras que, apesar do desgaste público e das condenações, ainda acreditam possuir capital eleitoral suficiente para voltar ao jogo. Será? Ou morrerão no abraço dos afogados?

Para muitos analistas, a insistência dos dois em retornar ao poder através de uma “misericórdia” do Supremo revela não apenas ambição política, mas também a necessidade de recuperar relevância pública após anos marcados por operações policiais, condenações judiciais, prisões e desgaste moral perante parte significativa da população do DF.

Voto de Cármen Lúcia reforça essência da Lei da Ficha Limpa em voto no STF

O voto da ministra Cármen Lúcia no julgamento virtual envolvendo a Lei da Ficha Limpa, que terminará no próximo dia 29, como relatora de uma ação impetrada que flexibilizaria a Lei da Ficha Limpa, foi interpretado como uma defesa firme da manutenção dos princípios originais da legislação, criada para impedir que políticos condenados pela Justiça utilizem brechas jurídicas para retornar rapidamente ao cenário eleitoral. A magistrada destacou a importância da preservação da moralidade administrativa e da proteção da confiança da população nas instituições democráticas. Se todos os ministros, ou a maioria, forem favoráveis ao voto da relatora, adeus corruptos.

Ao se posicionar contra mudanças que poderiam flexibilizar prazos de inelegibilidade, a ministra reforçou que a Lei da Ficha Limpa representa uma conquista da sociedade brasileira no combate à corrupção e na defesa da ética na política, e isso é notório. O entendimento é visto por setores jurídicos como um recado claro aos seus demais pares de que o espírito da lei deve prevalecer acima de interesses circunstanciais de grupos políticos atingidos pelas condenações.

Mas aí fica a pergunta: “E você, eleitor, concorda com a ministra ou será cúmplice da impunidade neste país?

Da redação por Jorge Poliglota…

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