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Celina Leão dá o recado: quem decide os cargos e o futuro governo é ela, não os partidos

Governadora eleita estabelece limites às articulações políticas e reafirma sua autonomia na montagem da equipe: “Sucessão nunca será submissão”.

A governadora eleita do Distrito Federal, Celina Leão (PP), começa a estabelecer os limites das negociações políticas para seu próximo mandato. O recado aos aliados é claro: indicações podem ser discutidas, compromissos podem ser reconhecidos, mas a palavra final sobre a composição do governo pertence à chefe do Executivo.

Segundo informações publicadas pelo jornalista Mino Pedrosa, do portal Fatos Online, lideranças do MDB e integrantes da base governista já se movimentam nos bastidores em busca de espaços estratégicos na administração pública.

Entre os nomes mencionados estão o vice-governador eleito Gustavo Rocha, apontado como interessado na Casa Civil, o presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz (reeleição), e o deputado federal Rafael Prudente. As articulações envolveriam cargos em órgãos como Caesb, Metrô-DF, Codhab e administrações regionais.

Entretanto, pretensão política não significa nomeação garantida. Conforme a reportagem, Celina determinou que mudanças não fossem definidas antes de seu retorno ao Palácio do Buriti e solicitou um levantamento das indicações existentes na estrutura do GDF.

A postura da governadora reforça uma declaração feita ainda em maio, durante divergências com o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), que agora ganha novo significado:

“Sucessão nunca será submissão.”

A frase resume a independência política que Celina pretende exercer. Reconhecer a participação dos aliados na vitória eleitoral não significa entregar a eles o controle das decisões administrativas.

Com desafios importantes pela frente, especialmente a recuperação financeira do Distrito Federal e a situação do BRB, a governadora terá de conciliar compromissos políticos com a necessidade de formar uma equipe capaz de apresentar resultados à população.

No Palácio do Buriti, todos podem sugerir, negociar e reivindicar. Mas quem governa, nomeia e assume a responsabilidade pelas decisões é Celina Leão.

E, pelo recado que vem sendo transmitido, ninguém deve confundir gratidão política com obrigação de entregar cargos.

Da redação — Por Jorge Poliglota

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