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PF rejeita proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro

A Polícia Federal rejeitou nesta quarta-feira (20) a proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A defesa do empresário foi comunicada sobre a decisão.

A informação foi revelada pela revista Veja e pela GloboNews nesta noite. A proposta foi entregue aos investigadores e à Procuradoria-Geral da República (PGR) no último dia 6. Apesar da rejeição pela PF, a PGR ainda pode avaliar a possibilidade de firmar o acordo.

Vorcaro foi preso preventivamente durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, em 4 de março. Após o início das tratativas, ele foi transferido para a Superintendência da PF, em Brasília, onde chegou a ocupar a sala de Estado-Maior em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ficou preso.

No entanto, Vorcaro deixou a cela especial e voltou para a carceragem comum nesta segunda-feira (18). A mudança foi vista como um sinal de que a delação não iria adiante.

Além disso, o ministro André Mendonça, relator do caso Master, não estaria mais recebendo advogado José Luís de Oliveira Lima, o Juca, que coordena a defesa do banqueiro, segundo apuração da coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo.

Prisão de Vorcaro

Vorcaro foi preso pela segunda vez após a PF encontrar indícios de uma estrutura particular montada pelo banqueiro para monitorar e intimidar seus desafetos. Inicialmente, ele ficou detido no Complexo Penitenciário de Potim (SP), mas foi transferido para a Penitenciária Federal, em Brasília.

No dia 19 de abril, Mendonça autorizou a transferência do empresário para a Superintendência da PF, também na capital federal. A troca de unidade prisional foi um dos primeiros passos para uma possível delação.

Vorcaro permaneceu alguns dias na carceragem comum da PF até ser realocado para a sala de Estado-Maior. Atualmente, ele está detido na carceragem da unidade.

Proposta de delação

No dia 6 de maio, a defesa de Vorcaro apresentou uma proposta de acordo de delação premiada à Procuradoria-Geral da República (PGR) e a investigadores da PF.

As informações, no entanto, não teriam sido consideradas suficientes pela autoridade policial. Um dia após a entrega da proposta, a PF deflagrou a quinta fase da Compliance Zero, que teve como alvo o senador Ciro Nogueira (PP-PI).

A nova fase indicou que a investigação poderia avançar independentemente da delação. Segundo apuração da coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo, o empresário não mencionou o senador no acordo.

Além do senador, a operação também mirou Felipe Cançado Vorcaro, primo do empresário, que foi preso temporariamente após tentar fugir em um carrinho de golfe durante uma diligência em Trancoso (BA).

Avanço das investigações do caso Master

No último dia 14, o pai do banqueiro Daniel Vorcaro, Henrique Moura Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal durante a sexta fase da Operação Compliance Zero.

A nova etapa da investigação focou nas suspeitas de ameaça e coação de desafetos de Vorcaro através do grupo conhecido como “A Turma” e a ocultação de patrimônio relacionadas ao fundo de investimentos Reag.

Informações Gazeta do Povo

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