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Esquerda x esquerda: ONG feminista processa Erika Hilton por ofensas e pede indenização de R$ 500 mil

A ação ocorre logo após a eleição de Hilton para a presidência da Comissão da Mulher na Câmara

A ONG feminista Matria protocolou uma ação civil pública contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) neste domingo (22), em resposta a publicações ofensivas feitas pela parlamentar nas redes sociais.

O processo foi motivado por postagens em que a deputada chamou mulheres que a criticavam de “imbeCIS” e “esgoto da sociedade”, além de afirmar que elas poderiam “latir”. A ação ocorre logo após a eleição de Hilton para a presidência da Comissão da Mulher na Câmara.

A entidade solicita que a parlamentar seja condenada a pagar uma multa de R$ 500 mil, destinada ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos, órgão vinculado ao Ministério da Justiça. Além do valor financeiro, a defesa da ONG exige que Erika Hilton apague as publicações e publique uma retratação oficial em até 24 horas. O texto da retratação deve admitir que as expressões utilizadas feriram a honra e a dignidade de um coletivo de mulheres atingidas pelas ofensas.

Na argumentação jurídica, a associação acusa a deputada de utilizar agressões verbais como tática para silenciar adversárias políticas e criar um ambiente intimidatório. A advogada da causa afirma que Hilton tentou desqualificar não as ideias, mas as pessoas, com o objetivo de fazer com que mulheres com convicções divergentes se sintam diminuídas e se calem. Para a ONG, a liberdade de expressão não pode servir de escudo para discursos que buscam humilhar ou aniquilar o interlocutor.

A polêmica surge em um momento de forte rejeição à nomeação da psolista para o comando da Comissão da Mulher, cargo ocupado pela primeira vez por uma mulher trans. Dados recentes indicam que 84% dos eleitores não aprovam a escolha da deputada para o posto. Enquanto Erika Hilton celebrou a eleição como um marco histórico contra o preconceito, as críticas se intensificaram após o tom hostil adotado por ela contra as vozes dissidentes na internet.

Com informações do Metrópoles.

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