Alexandre de Moraes, o todo poderoso ministro da Corte brasileira está tentando, a todo custo, desacreditar as investigações da Polícia Federal acerca de suas ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso em unidade de segurança máxima em Brasília e que está tocando terror na República
A história se inicia com a esposa de Moraes, que através de seu escritório, firmou um Contrato de Prestação de Serviços de R$ 129 milhões de reais para defender os interesses da instituição, o Banco Master.
Pelo acordo, inédito no Brasil até hoje e até mesmo pelos mais renomados escritórios de advocacia existentes no país, previa que o escritório de Viviane Barci receberia R$ 3,6 milhões por mês durante três anos de contrato, iniciados em 2024.
Acontece que com a liquidação do Banco Master em novembro de 2025, a se imaginar um contrato celebrado em janeiro de 2024, o escritório competentíssimo de Viviani Barci recebeu a bagatela de R$ 79,2 milhões de reais, quando então os pagamentos foram interrompidos com a liquidação do Banco Master pelo Banco Central do Brasil. Prejuízaço! Agora a pergunta que não quer calar: Para o Banco Master ou para os Moraes?
Entenda:
O Banco Master está sendo investigado por fraudes contra o sistema financeiro.
O contrato, revelado pelo jornal O Globo, previa que o escritório da família atuasse na defesa do banco em casos envolvendo o Banco Central, a Receita Federal, Congresso e nas seguintes instâncias:
- Ministério Público;
- Polícia Judiciária;
- Poder Judiciário (Polícia Federal);
- Executivo (Banco Central, Receita Federal, Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e Conselho Administrativo de Defesa Econômica);
- Legislativo, com o acompanhamento de projetos de interesse do banco.
Viviane teria atuado, por exemplo, em uma queixa-crime apresentada em abril de 2024 por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, contra Vladimir Timmerman, investidor da Esh Capital (outros 10 advogados, incluindo os filhos do casal, Alexandre e Giuliana Barci de Moraes, assinaram conjuntamente a causa). Entenda-se que, pelas revelações divulgadas até agora, apenas um caso considerado banal pela justiça foi justificado para a assinatura dos 129 milhões de reais do Contrato.
No processo, o Master acusava Timmerman de caluniar Vorcaro de participar de “operações fraudulentas entre GAFISA e o Fundo Brazil Realty”. Segundo o empresário, o banco seria cotista do fundo.
De acordo com os advogados, o objetivo de Timerman era “atingir de forma criminosa a honra” de Vorcaro e do Banco Master. O banco, no entanto, foi derrotado na primeira e na segunda instâncias do processo numa ação de Calúnia e Difamação.
Até o presente momento nenhuma resposta foi dada pelo escritório da família de Moraes, pelo gabinete do ministro e muito menos por representantes do Banco Master.
Entenda
Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, é suspeito de integrar um esquema de emissão de títulos de créditos falsos, respondendo por crimes como gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa.
O empresário era conhecido no mercado financeiro por sua gestão arrojada e investimentos de alto risco. O banco atraía recursos oferecendo CDBs (Certificados de Depósito Bancário) com valores acima do mercado (Cerca de 150%), uma prática que já causava incômodo em parte do setor financeiro.
Agora, estourada a bomba depois que o Relator do caso Banco Master, ministro Dias Toffoli, foi substituído pelo também ministro André Mendonça, do Superior Tribunal Federal-STF, o silêncio se tornou sepulcral.
O que se observa desde então são manobras de ministros aliados ao governo Lula para blindarem tanto Toffoli como Daniel Vorcaro e seus cúmplices no que já está sendo chamado do maior escândalo financeiro da história do país.
É minha gente, pelo menos até Vorcaro decidir abrir a boca com uma possível delação premiada, o Brasil vai continuar nessa incerteza. Ninguém aguenta mais. Queremos respostas!
Mas será que elas virão antes que Vorcaro seja “suicidado” numa das celas de uma penitenciária de segurança máxima do país, como seu cúmplice e executor de suas ordens, Phillipi Mourão, o Sicário?
Aguardemos…
**Poliglota é jornalista e Editor-chefe do Portal Opinião Brasília




