A história envolvendo o BRB e o Banco Master, do banqueiro corrupto Daniel Vorcaro, ganha mais um capítulo, só que agora contra o Distrito Federal, onde beneficiários de programas sociais protagonizados pela instituição e mais de 4.500 funcionários do BRB estarão em perigo
No próximo dia 24/02 os deputados da Câmara Legislativa do DF terão a missão de decidir o futuro de todos. Ativos pertencentes ao Distrito Federal foram apresentados ao Banco Central, aporte dos controladores e vendas de carteiras de crédito como garantias para o prejuízo financeiro estimado em quase 5 bilhões de reais.
A oposição está adorando toda essa situação desastrosa, criando narrativas do “quanto pior melhor” e utilizando da meia dúzia de oposicionistas existente na Casa Legislativa para disseminar o caos. Votarem a favor da salvação do BRB é óbvio que toda população do DF sabe que eles jamais farão. Com isso, as narrativas mais estapafúrdias para iludir a opinião pública será a retórica aplicada por eles até o dia da votação.
Há de se lembrar que a situação não é só política de A contra B, mas antes de tudo do que estará envolvido por trás das decisões dos parlamentares. Negar o aporte disponibilizado pelo BRB junto ao Banco Central e não aprovar o Projeto de Lei que pede autorização à CLDF pode significar o comprometimento de programas sociais que beneficiam mais de um milhão e meio de famílias na capital como o DF Social, Prato Cheio e Cartão Gás, além do emprego de 4.500 funcionários da instituição.
Mas se avaliarmos friamente, a insistência da oposição, liderada por Chico Vigilante (PT), em levantar a bandeira da federalização do BRB, nada mais é do que, nas sombras, jogar os ativos de um dos grandes patrimônios do DF no colo do governo federal de Lula, o qual ele defende descaradamente, e o povo que se dane.
Portanto, caberá aos nobres e excelentíssimos parlamentares distritais analisarem todo o cenário, sem partidarismos e paixões, e separar o joio do trigo. A questão que envolve o BRB e o Master já está sendo investigada por quem de direito, no caso a autoridade monetária (Banco Central) e não deve ser instrumento de disputas politiqueiras.
A verdade precisa ser exposta e hoje nenhum eleitor é mais bobo. Sabem que o que está em jogo é muito maior que as disputas e irresponsabilidades de partidos nitidamente adeptos do caos, como o PT, PSOL e PSB. Recusar a proposta seria ir de encontro ao Distrito Federal, a uma parcela da população que depende de assistência social e, principalmente, a 4.500 servidores que dependem de salários para o sustento de suas famílias.
Que venha dia 24, onde teremos a oportunidade de saber quem realmente está preocupado com a população brasiliense, com o DF e seu patrimônio e quem estará olhando, apenas, para seu próprio umbigo.
As urnas darão a resposta…
**Poliglota é jornalista e Editor-chefe do Portal Opinião Brasília




