Deputados distritais, deputados federais e senadores que fazem oposição ao governador Ibaneis Rocha (MDB) passaram a defender publicamente a federalização, e, em alguns discursos, até a liquidação, do banco público BRB.
Nos bastidores, segundo fontes do setor, a estratégia é enfraquecer o BRB como ativo estratégico do Governo do Distrito Federal.
A ofensiva ganhou novo capítulo após o Corregedor Nacional de Justiça, Mauro Campbell Marques, determinar que tribunais de Justiça que operam folhas de pagamento e depósitos judiciais no BRB prestem esclarecimentos urgentes ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A medida gerou questionamentos sobre eventual extrapolação de competência, já que a fiscalização do sistema financeiro cabe ao Banco Central.
Os depósitos judiciais e folhas de pagamento de estados como Maranhão, Bahia, Paraíba, Alagoas e do próprio DF garantem liquidez e estabilidade à instituição. Qualquer retração desses recursos pode aprofundar a crise.
Enquanto isso, o BRB apresentou ao Banco Central um plano de recuperação que inclui venda de ativos, captação de recursos e proposta de pagamento ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
A instituição sustenta que o rombo não foi criado por sua gestão, mas herdado das operações do Banco Master.
Parte da oposição estaria usando a crise como instrumento político para atingir o governo local.
A narrativa da federalização, segundo aliados do Palácio do Buriti, significaria na prática a perda de autonomia financeira do Distrito Federal.
Várias perguntas vagam no ar: Pressão velada? Coincidência? Ou parte de um plano maior? A pergunta que não quer calar é: o que Mauro Campbell tem a ver com isso?
Por acaso o CNJ, órgão de controle interno do Poder Judiciário, virou regulador do mercado financeiro? O Banco Central existe exatamente para fiscalizar instituições como o BRB.
O CNJ tem competência para interferir em contratos de gestão de folha e depósitos judiciais de forma a ameaçar a sobrevivência de um banco?
Ou será que o corregedor, nomeado por Lula e com forte ligação ao PT, age na expectativa de um “favor” futuro, quem sabe uma vaga no STF onde o presidente possui tentáculos?
Aguardemos…




