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Carnaval, máscaras e bastidores: quando a folia encontra a política brasileira

O Carnaval mal começou e, curiosamente, não é só nos blocos de rua que as máscaras parecem estar caindo. Em Brasília, a troca de relatoria no caso do Banco Master virou praticamente um desfile fora de época — daqueles que prometem surpresas, reviravoltas e, quem sabe, alguns “enredos” que muita gente preferia manter trancados no arquivo morto.

A saída do ministro Dias Toffoli da condução do processo e a entrada de André Mendonça, definida por sorteio, foi vista por muitos como aquele momento em que o mestre-sala troca o passo e muda completamente o ritmo da apresentação. De repente, o que parecia coreografia ensaiada passou a soar como improviso — e improviso, em política, costuma deixar muita gente nervosa.

Há quem diga que o clima lembra bem o espírito carnavalesco: alguns tentando manter a fantasia intacta, outros correndo para não deixar que os holofotes iluminem demais certos detalhes do figurino. Afinal, quando a luz aumenta, não dá mais para esconder remendos, nem disfarçar o brilho artificial.

E enquanto o país acompanha essa espécie de “desfile institucional”, cresce a expectativa de que a nova relatoria possa trazer maior clareza a fatos que, segundo críticos, muitos prefeririam manter longe dos olhos do público. A possibilidade de revelações mais objetivas provoca arrepios em certos bastidores — como se a bateria estivesse prestes a tocar mais alto do que o planejado.

Nesse cenário, a ironia é inevitável: justamente no período em que o Brasil celebra a festa das máscaras, a política parece caminhar no sentido oposto, com o risco real de algumas caírem de vez. E, se isso acontecer, talvez o enredo deste ano não seja de fantasia, mas de realidade — daquelas que nem o mais criativo carnavalesco conseguiria inventar.

Num momento onde homenagens estão sendo preparadas para delírio de público na Marquês de Sapucaí, a quem não merece, bem que uma escola de samba poderia aproveitar a oportunidade e criar um bom enredo: “Caiu, caiu e a moralidade pode voltar ao Brasil”.

**Poliglota é jornalista e Editor-chefe do Portal Opinião Brasília

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