- PUBLICIDADE -

Flávio detona Lula e Macron em TV Francesa. Imprensa militante “se magoa”

A reação de parte do jornalismo brasileiro à entrevista de Flávio Bolsonaro na TV francesa escancarou um velho problema: há segmentos da imprensa que já não informam, militam. Bastou o senador expor críticas duras a Lula, ao STF e a Emmanuel Macron para que blogueiros e comentaristas alinhados ao governo corressem em defesa do presidente, não com argumentos jornalísticos, mas com indignação seletiva, ataques pessoais e tentativas de desqualificação do mensageiro.

Em vez de analisar o conteúdo da entrevista — exibida em horário nobre, em um dos canais de maior audiência da França —, esses setores preferiram tomar as dores de Lula, como se fossem assessores informais do Planalto. Ignoraram deliberadamente as denúncias citadas, o debate sobre fragilidade institucional e as críticas à condução política e ambiental do atual governo. Para eles, o problema não é o que foi dito, mas quem disse.

O mais revelador é que muitos desses jornalistas e blogueiros, que se autoproclamam defensores da democracia, não toleram o contraditório, sobretudo quando ele ultrapassa fronteiras e ganha visibilidade internacional. Quando Flávio Bolsonaro fala ao público francês sobre o Brasil, rompe-se a bolha confortável construída por narrativas domesticadas, repetidas à exaustão dentro do país. E isso incomoda — incomoda muito.

Há também uma clara tentativa de desviar o foco. Em vez de cobrar explicações sobre denúncias envolvendo o INSS, a família presidencial ou os sucessivos recordes de queimadas sob o atual governo, parte da imprensa prefere rotular, ironizar e reduzir tudo a “retórica extremista”. É uma estratégia conhecida: atacar o rótulo para evitar o debate.

O jornalismo que escolhe lados deixa de cumprir seu papel essencial. Quando blogueiros se comportam como linha auxiliar do poder, perdem autoridade moral para falar em ética, democracia ou interesse público. A entrevista de Flávio Bolsonaro não revelou apenas críticas a Lula e a Macron; revelou, sobretudo, quem está disposto a enfrentar narrativas oficiais e quem prefere continuar escondendo verdades do povo brasileiro.

No fim das contas, a irritação não é com Flávio Bolsonaro. É com o fato de que, fora do controle do jornalismo militante, há quem esteja disposto a dizer o que muitos insistem em calar.

Assista:

 

 

Da redação com informações Direita Online

- PUBLICIDADE -
- PUBLICIDADE -
- PUBLICIDADE -

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

- PUBLICIDADE -